Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 18/08/2020
Consoante o jornalista irlandês, George Bernard, a ansiedade e o medo envenenam o corpo e o espírito. Desse modo, a constante preocupação tem adoecido a sociedade contemporânea. Dado que a autocobrança tem se tornado parte da rotina de uma pessoa que está inserida nos meios de interações sociais, a quantidade de informações e padrões a serem seguidos causam uma constante aflição no ser humano, provocando o cansaço físico e mental.
Em primeiro lugar, nota-se que o desenvolvimento da autognose desde cedo, auxilia na prevenção à enfermidade. Uma vez que, a contínua pressão da sociedade em cima de padrões estabelecidos afeta indivíduos que estão em sua fase de descobrimento, seja eles de personalidade, ou até mesmo de objetivos. Nessa analogia, a frase de Paulo Cesar, que diz: “Parei de me cobrar tanto, quando percebi que eu nunca devi nada a mim mesmo”, demonstra um cenário que deveria ser colocado em prática.
Igualmente, a incessante angústia causa doenças psicossomáticas, ou seja, além de provocar o adoecimento da mentalidade, também afeta o físico. Assim dizendo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, além da ansiedade desencadear, em alguns casos a depressão, também pode levar o indivíduo a desenvolver gastrite, cefaleia, alergias e até mesmo infarto, por conta da sucessiva preocupação com o futuro, que nesse ínterim, está inserido no seu cotidiano. Assim sendo, quando Norman Mailer disse que o papel natural do homem do século XXI é a ansiedade, retratou a contemporaneidade em que a população está estabelecida.
Portanto, é papel da família e do colégio, auxiliar no desenvolvimento da criança, a fim de proporcionar um apoio à suas escolhas e prevenir doenças mentais que poderão vir no futuro por conta da confusão de identidade no meio de tantas informações e opiniões alheias. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado.