Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 13/08/2020

Ansiedade: Estado emocional marcado pelo medo de um perigo iminente e pela preocupação exagerada com o futuro. O Brasil foi apontado como o país com o maior índice de transtorno de ansiedade no mundo pela OMS (Organização Mundial da Saúde), sendo que 9,3% dos brasileiros o possuem. Esse estado emocional abala o sujeito de forma física e psicológica, o que pode ser percebido no medo da rejeição por um determinado grupo social e na obsessão pelas redes sociais e polos de informação. Essas práticas ameaçam tanto um indivíduo quanto o bem estar da sociedade.

É importante salientar que a sociedade contemporânea está fundamentada em padrões e esteriótipos, os quais são reproduzidos em massa pelos meios de comunicação. Em busca da aceitação pessoal, as pessoas buscam mudar traços de sua personalidade por medo da rejeição social, podendo se submeterem a cirurgias plásticas arriscadas e a dietas descontroladas, resultando em transtornos de alimentação como a anorexia e a bulimia. O ideal para o sujeito seria superar os “ídolos da padronização”, se tornando um “super-homem” como diz Friedrick Nietzsche, entretanto essa superação, ou seja, o advento da individualidade, ainda não é uma realidade para várias pessoas.

Em segunda instância, a obsessão pelas redes sociais e polos de informação pode ser tida como catalizadora da ansiedade contemporânea. Atualmente, o mundo tem passado por uma intensa era de globalização, desencadeada pelo desenvolvimento de tecnologias - como a fibra ótica e os satélites - que otimizaram o processo da comunicação e compartilhamento de informações. As pessoas são alvos de inúmeros conhecimentos diariamente, sejam eles positivos ou negativos, e isso as vicia, pois quanto mais uma pessoa sabe, mais ela irá querer saber, criando uma preocupação excessiva com um futuro que é, muitas vezes, distante ou utópico.

Em suma, para reduzir os índices de ansiedade, não  apenas no Brasil, mas em toda a sociedade contemporânea, é preciso incentivar a quebras dos padrões sociais e a prática de atividades não digitais. Para isso, os setores de entretenimento e marketing, assim como os influenciadores, devem produzir conteúdos que valorizem e apreciem as diferenças pessoais e incentivem a realização de atividades fora do mundo digital - como desenhar e praticar esportes - para que as pessoas se livrem de sua obsessão com a internet e da necessidade de pertencer a um padrão. A ansiedade, mais do que um estado psicológico, é um problema que ameça o bem estar da sociedade e, por isso, desse ser minimizada ao máximo.