Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 17/08/2020
A ansiedade é considerada uma anomalia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e é definida como um transtorno de saúde mental particularizado por sentimentos de preocupação ou medo tão fortes que interferem no dia a dia da pessoa. Segundo esse mesmo órgão, 33% da população mundial sofre dessa doença, sendo o Brasil o país com mais pessoas ansiosas em todo o mundo. Nesse contexto, deve-se entender essa relação, as causas e as consequências da ansiedade.
É notório que o avanço da globalização, sobretudo no período da Guerra Fria, impactou de maneira significativa o cotidiano das pessoas. O aumento do consumo, aliado ao aumento da industrialização, acabou por acirrar a competitividade influenciando, desse modo, a demanda por inovações. Apesar dos benefícios que tais avanços proporcionaram, há de se destacar o revés no que diz respeito à saúde da população, haja vista que é crescente o diagnóstico de doenças oriundas de exaustivas jornadas de trabalho, destacando-se, todavia, a ansiedade.
Essa patologia também se reflete nas relações interpessoais, pois, de acordo com a teoria da Modernidade Líquida de Zygmunt Bauman, busca-se somente o prazer imediato sem se preocupar com o longo prazo. Dessa maneira, nota-se a presença de um ciclo ansioso que é capaz de aumentar a improdutividade e impedir que ocorra o desligamento mental dela, o que, por sua vez, prejudica o sono e aumenta ainda mais a ansiedade.
Em síntese, a fim de conter o avanço da ansiedade, deve se tornar efetivo, uma vez que dificulta o desenvolvimento da nação e impacta negativamente na qualidade de vida individual. Sendo assim, recai sobre Ministério da Saúde o desenvolvimento de políticas públicas através de propagandas objetivas, com o intuito de atingir especialmente o público jovem. Essas iniciativas teriam a finalidade de reduzir os transtornos de ansiedade e assim conseguir alcançar o que todo indivíduo necessita: qualidade de vida.