Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 13/08/2020
“As redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha”, diz Zygmunt Bauman em uma entrevista ao jornal El País. Esse, é um de vários desafios enfrentados pelo Brasil para o combate contra a ansiedade, a doença do século. Com isso, devido o crescimento da tecnologia e a instabilidade do país, aumenta gradativamente o número de distúrbios mentais, levando ao desespero de muitos e a falta de investimento para que tal ocorrência diminua.
Atualmente, é notório os impactos negativos que a era tecnológica vêm trazendo , assim como também, as dificuldades que país está enfrentando. Todavia, é admissível que o surgimento de novos aparelhos e redes de comunicações trouxeram inúmeros benefícios, porém, com o seu uso exagerado e de forma irregular, ocasionou alguns problemas como ansiedade, depressão e, ainda, transformando os relacionamentos sociais em algo cada vez mais líquido. Além disso, a inconstância da sociedade brasileira como crise econômica, violência, desemprego, corrupção, entre outros, tornam-se uma enorme pressão social.
Consequentemente, hoje o Brasil é considerado o país mais ansioso do mundo, de acordo com a OMS, no entanto, existe uma falta de aprofundamento nos cuidados e comunicações com essas pessoas que sofrem desse mal, deixando-os desorientados. De acordo com a OMS, 18,6 milhões de brasileiros possuem esses problemas, mas, muitos deles, não procuram ajuda psicológica e nem usufruem dos medicamentos de forma correta. Sendo assim, isso ocorre porque muitos acham que não podem ser compreendidos por terceiros e, quando são medicados, tomam de forma desenfreada, esperando por resultados mais rápidos sem que um profissional o supervisione de forma frequente. Além de que a maioria de tais consultas são particulares, e nem todos possuem condições.
Portanto, medidas são necessárias para que essas pessoas tenham ao máximo de orientações necessárias e o apoio. Desse modo, o Ministério da Saúde deverá disponibilizar um acompanhamento com psicólogos e psiquiatras em todas as escolas, universidades e em todas as áreas de trabalho. Por meio de um projeto de lei entregue à Câmara do Deputados, tal acordo será concedido de forma gratuita para o máximo de pessoas possíveis que sinta necessidade, tendo atendimento pelo menos duas vezes ao mês, até que se sinta melhor. Já aqueles que mesmo não apresentando nenhuma dificuldade, será guiado a cada semestre. Espera-se, com isso, que ajude no combate à ansiedade no Brasil.