Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 14/08/2020

A obra “Fahrenheit 451”, do autor Ray Bradbury, nos mostra uma sociedade distópica em que as relações sociais se modificaram profundamente devido ao aumento da tecnologia, como consequência, há a ascensão da ansiedade. Analogamente, no Brasil, o número de pessoas ansiosas vêm aumentando - como nos mostram dados, de 2019, da OMS. Portanto, faz-se necessário a análise do aumento da tecnologia e a busca pela sensação de inclusão - fatores que acentuam a problemática.

Antes de tudo, é imprescindível salientar que, nas últimas décadas, ocorreu o avanço acelerado do uso de tecnologias, principalmente a internet. Dessa forma, um número maior de pessoas, atualmente, estão expostas  - cerca de dois terços da população brasileira, segundo o IBGE - aos benefícios e malefícios do campo virtual. Embora haja o lado positivo do rápido acesso à informações, há, também, a ansiedade advinda da tentativa de assimilar toda essa correnteza de informações.

Além disso, a busca pela sensação de inclusão em um outro meio, o virtual, além do real, acarreta em uma crise identitária. Segundo o autor  do livro “Sociedade do espetáculo”, Guy Debord, as relações sociais são mediadas pela imagem, tal pensamento é observável nas relações virtuais, nas quais o que é mostrado, é selecionado seguindo o que é socialmente aceito. Sendo assim, a necessidade de inclusão e aceitação toma mais espaço e gera mais vítimas.

Diante do exposto, torna-se importante a atenuação da problemática. Portanto, deve ser repassada pela União verbas ao Ministério da Saúde para a fomentação de parcerias com as empresas privadas que detém as principais redes sociais no Brasil, por meio da criação de canais de atendimento psicológico e palestras em vídeo que serão compartilhadas virtualmente. Visa-se, assim, o combate as causas que levam à ansiedade e a uma sociedade diferente da distopia escrita por Bradbury.