Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 14/08/2020
A obra “ A Parte Que Falta” de Shel Silverstein , retrata o protagonista um ser que possui o corpo em forma de círculo, mas que encontra-se infeliz por faltar-lhe uma parte e portanto, ser incompleto. De maneira análoga, tal fato se relaciona-se a diversos problemas crônicos da pós-modernidade. Com efeito, a ansiedade torna-se uma problemática recorrente na sociedade hodierna, devido o dinamismo nas formas de sociabilidade e o despreparo social para lidar com a doença.
Em primeiro lugar, a organização Mundial da Saúde (OMS), apresenta estudos que afirmam que, o Brasil é o país que apresenta maior número de pessoas ansiosas, sendo que 18,6 milhões de brasileiros, isto é, 9,3% da população sofre com a epidemia. Aspecto constituinte de receio extremo. Já que, a ansiedade, transporta consigo uma série de adversidades, como bruxismo, suor excessivo, que pode gerar uma vergonha no indivíduo, ocasionando um isolamento social.
Na obra “Ansiedade”, redigida pelo psiquiatra Augusto Cury, o autor afirma que “Nunca houve nas sociedades livres e democráticas com tantos escravos, onde é inadmissível ser um prisioneiro: nossa própria mente.” Não chegamos nessa prisão, não apenas pelo “eu autopunitivo”, quer dizer, pode ser pressão dos pais em querer corrigir seus erros, suas frustrações do passado em apenas uma criança, por outro lado a escola criar gênios e exigir muito dos alunos, bem como, às redes sociais, “Facebook”, “Instagram”, que querem mostrar a vida perfeita, extremamente superficial, dessa maneira, faz com que as pessoas sempre estejam atrás da parte que falta, ela faltando ou não.
Diante dos fatos supramencionado, é de grande valia que a Escola, juntamente com a Família, promova uma ótima qualidade de vida, por meio de palestras, programas sociais e implementações de disciplinas voltadas para o autoconhecimento, e controle do eu. Ainda é imperioso, que o estado oriente práticas que amenizam a ansiedade demasiada, isto é, práticas de exercícios físicos e meditações. Isto por intermédio de campanhas de TV, rádios, escola e repartições públicas e privadas, e de redes sociais como lives no “Instagram”. Só assim, pararemos de procurar a parte que não falta.