Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 27/08/2020
Na historiografia humana, o Capitalismo contemporâneo reduziu ação e identidade à esfera do trabalho e da produção. Nesse sentido, a ansiedade torna-se cada vez mais evidente na sociedade do impulso e da produtividade. Com isso, a era da informação, bem como a epidemia de diagnósticos ampliam os desafios de combate a esse transtorno sendo necessário políticas de saúde pública para mitigar essa problemática.
Dessa forma, é pertinente elencar a obra sociedade Sociedade do Cansaço do filósofo Byung Chul Hun como um retrato da velocidade e esgotamento no cotidiano para ser produtivo e realizar múltiplas tarefas. Assim, observa-se na sociedade vigente um descompasso entre essência e aparência, entre tranquilidade do mundo em exigir corpos perfeitos e a incapacidade de tal convivência. Diante os exposto, as redes sociais são um exemplo desse descompasso entre o real e o imaginário corroborando para a ansiedade dos indivíduos.
Ademais, segundo o documentário Explicando a Mente - exibido pela Netflix - apenas 30% dos humanos são diagnosticados com o transtorno de ansiedade e recebem o tratamento ideal. Em conformidade, especialistas alegam a medicalização do comportamento humano como principal causa da epidemia de diagnósticos. Ou seja, sentimentos de angústia, frustração, tristeza podem ter motivos sociais, econômicos e até mesmo políticos, mas não necessariamente clínico, por isso é fundamental distinguir sintomas biológicos de uma percepção propriamente cultural.
Portanto, a ansiedade é uma questão de saúde pública na contemporaneidade capitalista. Logo, o Ministério da Saúde deve promover a criação de campanhas e conscientização social, através da oferta de assistência gratuita psico-terapêutica à população a fim de tornar mais saudável a relação indivíduo-comunidade. Desse modo, combater-se-á os desafios da ansiedade na sociedade contemporânea.