Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 14/08/2020
De acordo com o filósofo Bertrand Russel, a mudança é indubitável, mas o progresso é uma questão controversa. Dessa forma,mesmo com as diversas contribuições dos avanços medicinais- como remédios que combatem a ansiedade e depressão nas pessoas e às ajudam a entender melhor tais doenças- o Brasil enfrenta desafios para combater à ansiedade na sociedade atual. Desse modo, vale analisar como a ineficiência administrativa do Estado e a conduta da sociedade moderna corroboram para essa problemática.
Primeiramente, convém observar o papel da União nessa temática. Segundo o filósofo Rousseau, em “O Contrato Social”, é dever do governo garantir o bem-estar geral. No entanto, constata-se que o Poder Público se ausenta, frequentemente, da responsabilidade, visto que assuntos como o aumento de pessoas com ansiedade no país são negligenciados e alvos de precárias políticas públicas de saúde mental- como a não abordagem do assunto com debates e conteúdos. Nesse sentido, evidencia-se como a postura governamental corrobora para a não solução desse desafio, já que conforme a OMS, o Brasil é o local com a maior taxa de cidadãos com esse transtorno.
Deve-se, também, ressaltar a dimensão social dessa conjuntura. Conforme o sociólogo Durkheim, o quadro psicológico pode agravar ainda mais quando há um rompimento com o vínculo social. Sob tal prisma, esse pensamento pode ser comparado com os casos de transtornos de ansiedade na população brasileira,os quais são vistos,regularmente, com preconceito pela sociedade e pelas próprias pessoas o que faz com que muitos não queiram os novos tratamentos medicinais, com medo de se viciarem nos remédios. Nesse sentido, essa circunstância contribui para os diversos casos de ansiedade na comunidade, ja que esse prejulgamento impede os indíviduos de procurarem assistência.
Portanto, observa-se a necessidade de mudanças governamentais e sociais para todo esse contexto. Para tanto, é necessário que o Ministério da Saúde, junto às Secretarias de Saúde de cada cidade, promova campanhas educativas em todo o país, como palestras e consultas com psicólogos mais efetivas no setor público, sobre como combater a ansiedade, com o intuito de que o Estado consiga fazer a sua parte ajudando os cidadãos e os assegurando de tratamentos semanalmente. Concomitantemente, é preciso que às Secretarias de Saúde, junto a ONGs, prmovam campanhas que ajudem a sociedade a entender que os trantornos de ansiedade entre as pessoas podem ser ajudados com os avanços medicinais- como os novos remédios- sendo isso importante para que tal doença seja tratada mais rápida. Assim, de forma contrária ao filósofo Bertrand Russell, o progresso também será indubitável.