Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 18/08/2020
Com a globalização e o domínio econômico do sistema capitalista as mudanças em quase todos os aspectos da humanidade são notáveis, inclusive na área da saúde. Transtornos psicológicos são considerados as doenças do século XXI, já que os números de ocorrência despontaram exponencialmente nas últimas décadas. Países com elevadas taxas de desenvolvimento ou já desenvolvidos apresentam os maiores números de casos de depressão e ansiedade, sendo a última delas um distúrbio que pode acompanhar o paciente para o resto da vida. Logo, há a necessidade de ações sociais e governamentais que visam ao enfrentamento do problema.
É indubitável a mudança da sociedade mundial e das relações para com o corpo social após a inserção definitiva da tecnologia na vida das pessoas. Diante disso, apesar dos benefícios, negativamente as cobranças aumentaram, assim como a competitividade, a comparação e a constante busca por perfeição ou por inovações. Os mesmos são agentes catalíticos e propiciadores na sociedade contemporânea de problemas psicológicos, tal qual ocorre, de fato, destacando-se a ansiedade.
Diante disso, tais transtornos, curiosamente, ainda são um tabu. Países que apresentam elevadas taxas de desenvolvimento e qualidade de vida expõem despreparo e falta de dinamismo ao lidar com transtornos mentais. Muitos têm vergonha de assumir e encarar o problema ou até mesmo o tratamento com medo da repercussão da sociedade ou sobre a visão de si mesmo. A falta de tratamento adequado pode fazer com que o paciente seja assombrado pela ansiedade para o resto da vida, impossibilitando seu crescimento pessoal, fato que deveria ser coibido pelo controle público.
Portanto, conclui-se que o combate ao preconceito e a realização do controle de doenças mentais deve ser efetivado para tencionar o pleno desenvolvimento dos indivíduos e das próprias nações. Os governos de cada país juntamente com a Organização Mundial da Saúde devem contar com o apoio do corpo social por meio da instauração de campanhas e políticas públicas com disseminação de propagandas e cartilhas que visam à normalização e a educação sobre transtornos psicológicos, não só para o público alvo, mas para todos, a fim de que a conscientização seja alcançada. Todos têm direito à qualidade de vida adequada.