Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 16/08/2020

Na obra, ’’ A República’’, Platão expõe sua concepção de sociedade, de política e de arte. Além disso, o filósofo propõe um Estado ideal, uma utopia , na qual todas as peças da sociedade deveriam estar perfeitamente encaixadas no lugar certo, pois somente assim tudo funcionaria corretamente. Entretanto, o Brasil se opõe  ao pensamento de Platão, pois a ansiedade existente na sociedade contemporânea promove uma desorganização nas peças dessa ficção, proporcionando a criação de um cenário de iniquidade. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Primeiramente, os casos de ansiedade são frequentes na sociedade brasileira, causando problemas psicológicos, em alguns casos de depressão, irreversíveis. Isso é causado por problemas voltados à preocupação no cotidiano das pessoas, condições socioeconômicas desfavoráveis, questões qualitativas na vida das pessoas de modo adversa, contribuem para uma saúde neurológica instável e degradante. Esses casos afetam principalmente, em maior parte, jovens e adultos, iniciando então a fase das preocupações, provocando, muitas vezes, transtornos depressivos, obsessivos e psicóticos, senão suicídio, constituindo um agravante ao bem estar público social.

Nesse contexto, é importante salientar que, é necessário que se analisem as causas superexpostas e seja repensado o caso progenitor, o Estado, que rege a sociedade com um todo a fim de atenuar os efeitos do aumento da ansiedade no Brasil e reduzir o número de casos. Outrossim, de acordo Durkheim, “o fato social é a maneira coletiva de agir e pensar”. Ao seguir essa linha de pensamento, observa-se que a preparação dos casos de ansiedade se relacionam diretamente com fatores de estresse, pelo qual é provocada por atividades ininterruptamente diárias, uso de drogas lícitas, entre outros.

Destarte, depreende-se que o aumento dos casos de ansiedade é preocupante à medida que nada é feito para combatê-la. Nesse caso, torna-se imperativo que o Estado, na figura do poder legislativo desenvolva leis de trabalho que não agrida à saúde mental da sociedade; criação de projetos de acesso a atenção psicossocial pública de qualidade, a iniciarem nas escolas quanto a orientar o que deve ser evitado para desvencilhar do problema; à mídia caberá a função de veicular propagandas de incentivo às pessoas que já têm ansiedade a buscarem, através de projetos psicossociais fomentados pelo governo acesso gratuito a terapias e exames psicológicos para que o problema não se agrave. Apenas sob tal perspectiva, será possível combater o aumento da ansiedade no Brasil; pois, como proferido por Karl Marx: as inquietudes são a locomotiva da nação.