Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 17/08/2020

É fato que a evolução científica revolucionou a sociedade nas mais variadas esferas, a exemplo da saúde, as informações se modificam constantemente ampliando o conhecimento dos indivíduos. Não obstante, no que concerne ao combate da ansiedade no Brasil, esse desafio mostra-se ser um grande mal do século. Apesar da quantidade de estudos a respeito da doença, na contemporaneidade ainda há um elevado desinteresse popular por informações científicas sobre tal, desde o período escolar. Essa situação se agrava não só pela desinformação, mas também devido ao aumento dos preconceitos sobre esses distúrbios nervosos, intensificando, então, o desamparo das pessoas com esse problema. Nesse sentido, é necessário analisar tal situação, intrinsecamente ligado a aspectos educacionais.

É importante ressaltar, em primeiro plano, que a população não se informa sobre a aflição a qual muitos brasileiros convivem como é dito na matéria “desinteresse por informação” do imparcial digital. Nesse viés, indivíduos com essa agonia se sentem abandonados pela sociedade, uma vez que, a ansiedade traz a pessoa uma preocupação excessiva, agravando o seu estado de desespero. Em meio a isso, com uma educação tecnicista, preocupada na maioria das vezes somente em formar cidadãos preparados para o mercado de trabalho, não há o estímulo necessário para a busca e disponibilização de informações que envolvam evidenciar o que é a ansiedade e, dessa forma, há o reflexo do desinteresse populacional ampliando-se.

Nesse contexto, muitos indivíduos tendem a julgar e serem preconceituosos contra aqueles que sofrem dessa delicada situação, mesmo sem o conhecimento necessário sobre os distúrbios nervosos. Tristemente, o preconceito na sociedade ainda é um grande impasse para o combate da ansiedade no Brasil, reflexo do padrão de ensino que não valoriza a importância da abordagem de assuntos dessa magnitude e, como dito por Immanuel Kant “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Esse problema exige uma mudança nos valores da sociedade, que será fundamental para desfazer barreiras a informações essenciais para erradicar a ansiedade da realidade brasileira.

Essa situação evidencia que há um desafio no combate à ansiedade no Brasil desde o entendimento sobre a doença por parte popular. Para combater esse problema, cabe ao Estado, em parceria ao Ministério da Educação, reestruturar os modelos de ensino, dando ênfase as abordagens essenciais como as maneiras de lidar e entender a ansiedade, com o auxílio de debates realizados por profissionais aptos, a fim de que os cidadãos entendam esse transtorno. Com isso, visivelmente as pessoas que convivem com essa agonia serão compreendidas e respeitadas e, eliminando o preconceito, o grande mal do século terá chances de ser superado.