Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 18/08/2020

A ansiedade é um sentimento ligado à preocupação, nervosismo e medo intensos, sendo natural do ser humano, mas ao atingir casos extremos precisa ser tratada, até mesmo, à base medicamentosa. Nesse viés, no momento enfrentado pela sociedade contemporânea, a pandemia do corona vírus, há muitos desafios no combate à ansiedade que corroboram o agravamento dessa doença. Dessa forma, problemas como: o confinamento prolongado e o pânico social vividos na atualidade são de importante debate.

Em primeiro plano, é preciso enfatizar que sob a perspectiva do estudo sociológico, as relações sociais tratam do conjunto de interações entre indivíduos ou grupos sociais, podendo ocorrer de forma natural ou por interesses individuais, visto que o homem é um ser social. Por conta disso, imbróglios como a quarentena implicaram no bloqueio dessas relações, o que desencadeou uma série de problemas psicológicos, como o estresse, o trauma e o aumento das inseguranças e colaborou para a intensificação do quadro de ansiedade na sociedade. Em virtude disso, indivíduos que antes não enfrentavam tais obstáculos passaram a adquirir doenças físicas, por exemplo a obesidade (ocasionada pela compulsividade alimentícia).

Além disso, é válido ressaltar que segundo o filósofo e escritor alemão Martin Heidegger “o medo nos convida a viver na impropriedade, nos alienando de nós mesmos…”. Nesse contexto, os indivíduos nem sempre buscam enfrentar  seus medos e isso causa um acúmulo de sentimentos ruins, o que pode gerar problemas de ansiedade e pânico, visto que não há uma perspectiva de mudança e isso assusta as pessoas. Por consequência, há elevação do número de ansiosos e fica cada vez mais difícil combater essa doença psicológica.

Portanto, é necessário analisar e discutir sobre os desafios no combate à ansiedade na contemporaneidade. Nesse sentido, é dever do Governo Federal, responsável pelo bom funcionamento do corpo social, organizar estratégias de limitar a liberação dos espaços públicos, como praias e academias, por meio da criação de normas de conduta a serem seguidas, para que haja um momento de dispersão do isolamento. Ademais, é função do Estado, detentor do poder social, disseminar ideias para o controle do desespero da sociedade, mas sem abrir mão da exposição de fatos importantes para a segurança do cidadão, por meio dos veículos de mídia, para que as pessoas mantenham-se