Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 18/08/2020
Com a ocorrência da criação e massificação das tecnologias que caracteriza a atual geração Z, a ideia de felicidade linear e de perfeição é constante nas redes sociais. Intrínseco a isso, está a grande problemática do crescente índice de ansiedade, de tal modo, que o combate a esse mal torna-se um desafio na sociedade contemporânea. Esse fato, assim, tem por alicerce seja a pressão social, seja a falta de informações para lidar e quebrar tabus que rodeiam esse transtorno.
A priori, é imperioso destacar o poder da imagem e exibicionismo virtual ao que se refere a impactos psicológicos causado pelo peso do ideal perfeccionista. Com isso, diversos youtubers, influencers e blogueiros corroboram para o Brasil ocupar o lugar de população mais ansiosa do mundo, de acordo com a ONU. Por conseguinte, há teorias e estudos que correlacionam os efeitos das redes ao que tange o comportamento humano, a título de exemplo, o pensamento do filósofo Guy Deborn quanto a espetacularização da vida - que afirma uma necessidade do parecer sobre o ter e tornar-se público. Portanto, é primordial exercer limites a esse tipo de exibição para efetivo combate à ansiedade.
Em segundo plano, o conhecimento escasso sobre essa ameaça a saúde também constitui um empecilho à sua mitigação. Dessa maneira, não saber que esse transtorno é baseado em medos subjetivos pode levar a quadros de depressão, uma vez que, por consequência, a ignorância quanto a isso transforma psicologicamente esses receios em verdades absolutas. Dessarte, em consonância com a médica psiquiatra Ana Beatriz, sentir-se ansioso é algo natural em um contexto de homem primitivo, ao ser hodierno, com o cérebro evoluído, deixar-se sentir isso é usar esse órgão “novo” de modo arcaico, e por isso, é essencial o conhecimento.
Contudo, fica claro que é impreterível a repressão dessa mazela social. Para tanto, as competências governamentais ligados a educação e tecnologia devem, além de fazer parcerias com influenciadores digitais para descontruir padrões sociais, criar um aplicativo para informar e auxiliar pessoas. Por meio desse , que pode ser massivamente divulgado por essas parcerias, poderá conter vídeos instrucionais e de autoajuda de tais famosos da internet e de psicólogos especializados, bem como inseridos nas escolas de modo obrigatório ou por viés de gincanas e feiras. Com isso, o fito de minimizar os desafios e efetivamente combater a ansiedade deverá ser atingido. Em suma, as redes sociais se tornarão menos nocivas e a geração Z mais saudável.