Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 19/08/2020
O combate à ansiedade se tornou desafio nos últimos anos. A maior parte da população sofre de ansiedade, porém, muitos não procuram ajuda por não terem conhecimento prévio da situação. Esse transtorno gera muita dificuldade e pode acarretar outros problemas ligados à saúde física e mental.
A priori, conforme levantamentos da Organização Mundial da Saúde (OMS) 9,3% dos brasileiros têm algum transtorno de ansiedade. A ansiedade é uma forma, generalizada, para referir-se à vários distúrbio que causam nervosismo, medo, preocupação, entre outros, em situações cotidianas. Na séria de televisão ‘‘This is us’’ são mostradas algumas cenas da infância de Randall, que enfrenta Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e ataques de pânico, que surgiram durante sua infância e permaneceram na vida adulta, onde ele sente falta de ar, mãos trêmulas, suor excessivo. Ademais, grande parte das pessoas deixa de buscar ajuda profissional por vergonha, pois transtornos psicológicos ainda são um tabu, ir ao psicólogo é visto, por muita gente, como sinal de falha, fraqueza, fracasso, outras não procuram ajuda por não saber sobre os sintomas, riscos e, até mesmo, não terem conhecimento sobre o transtorno.
Outrossim, a ansiedade pode gerar doenças psicossomáticas, que são causadas pelo emocional e está diretamente ligada à saúde física, pode ser chamada também de somatização, pois é a soma de muitas complicações psicológicas, o que pode acarretar doenças como enxaqueca, gastrite, síndrome do intestino irritado e muitas outras. Elas podem ser desenvolvidas por sobrecarga profissional, eventos traumáticos, violência física, sexual ou psicológica, ou simplesmente por um nível avançado de ansiedade, e precisam de acompanhamento especializado e tratamento com remédios, que muitas vezes são recusados pela ideia equivocada de que gera dependência, sendo, também, outro tabu na sociedade, além de sessões terapêuticas.
Urge, portanto, que a ansiedade é tão perigosa quanto doenças físicas e que o assunto continua sendo um preconceito social. O Ministério da Saúde com o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) poderiam promover propagandas constantes sobre a importância da saúde mental, além de promover maior disponibilidade de psicólogos e psiquiatras na rede pública de saúde e impulsionar a facilidade de acesso, por meio de uma lei que torna obrigatória tais propagandas e um decreto para ampliar o número de profissionais da saúde mental, que sera apresentado para o Governo. Com a divulgação e a visibilidade da importância do estado psicológico, os diversos tabus relacionados ao assunto seriam, aos poucos, quebrados e deixaria de ser motivo de vergonha, diminuindo o número de pessoas que não buscam ajuda profissional.