Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 20/08/2020

Em meio às constantes evoluções tecnológicas que perduram desde a primeira revolução industrial, as gerações Y e Z são caracterizadas por estarem imersos nesse contexto de tecnologias. Não obstante, essa mesma parcela social enfrenta desafios ao que discerne ao combate à ansiedade na sociedade contemporânea. Dessa maneira, seja pela pressão social, seja pela marginalização do tema, esse transtorno consiste uma mazela que tem de ser sanada.

A priori, é imperioso destacar o peso que a sociedade impõe quanto à padrões e cobranças. Dessa forma, o uso de redes sociais para disseminação de ideais -a maioria relacionadas a um corpo perfeito ou ostentação de viagens e objetos- contribui à problemática. Para o filósofo Guy Deborn, em sua teoria “sociedade do espetáculo”, expor-se virtualmente se tornou uma necessidade. Assim, em consonância com esse pensador, as redes são canais de espetacularização de padrões perfeccionistas e, ainda, onde a realidade é omitida por uma exibição fantasiosa. Nesse panorama, para aqueles que veem e não atingem esse ideal restam apenas frustração e ansiedade, o que deve ser mitigado pela União.

Em segunda análise, a falta de conhecimentos relacionados ao enfrentamento desse transtorno o marginaliza e naturaliza em âmbito social. Dessarte, é fundamental trazer a problemática para debates públicos, uma vez que será massificado o saber sobre maneiras de enfrentar a ansiedade. Consoante a médica psiquiatra Ana Beatriz, em uma palestra no TEDx Fortaleza, ser ansioso consiste em uma espécie de circuito que insiste em ser ativado de acordo com a maneira de ver e reagir ao ambiente social. Para ela, mediante o autoconhecimento e bons hábitos, tal circuito pode ser substituído por outros como empatia, solidariedade e compaixão. Assim, o bem estar e saúde mental podem ser preservados, e para isso, é primordial democratizar informações pertinentes para transpassar barreiras.

Contudo, fica claro que é impreterível a supressão desses desafios para efetivo combate à ansiedade. Para tanto, os órgãos do Estado responsáveis pela educação e tecnologia devem criar uma plataforma digital e um aplicativo. Esses aparatos irão conter vídeos interativos sobre o limite do uso de redes, chat para consultas e dúvidas, além de instruções para meditação e yoga mediados por profissionais qualificados. Essa ação, poderá ser implementada através do uso em escolas e sociedade em geral por meio de divulgação massiva nas mídias. Esse feito, portanto, terá função em atingir principalmente as gerações Y e Z e atenuar esse mal do século.