Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 22/08/2020
A segunda geração do Romantismo é marcada por relatos expressos nas obras, acerca de diversos transtornos psicossomáticos. No Brasil hodierno, tais problemas ainda perduram, visto que a ansiedade mantém-se a nível epidêmico. A esse respeito, as entraves que se configuram para o combate à ansiedade no Brasil têm viés ora sociais, ora governamentais.
Em primeira análise, os transtornos psicossomáticos são doenças tratadas como tabu na sociedade. Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), o Brasil é o país mais ansioso do mundo. Dessa forma, compreende-se que apesar da seriedade desse dado, o assunto não é discutido abertamente pelos cidadãos. Nas escolas e nos ambientes de trabalho, a saúde mental poucas vezes é colocada em foco, fato que deveria ser levado em consideração, tendo em vista que a rotina estressante - sobretudo nas metrópoles - corrobora a problemática.
Outrossim, o Estado não se compromete com a saúde mental da população como deveria. A Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura, como direito fundamental, aos indivíduos o direito à saúde. Nesse âmbito, torna-se dever do Estado a promoção de meios para que esse direito seja respeitado. Cabe ressaltar, também, que saúde mental é problema de saúde pública, apesar de não ser tratado como tal. O fato que não pode ser ignorado é que a problemática tende a permanecer em ascensão caso não seja combatida.
Portanto, diante do exposto, faz-se necessário que o Estado use de meios midiáticos, tais como propagandas e campanhas a fim de promover uma maior discussão acerca da importância de tratar a ansiedade; e que promova projetos nas escolas, em parceria com acadêmicos de psicologia, com a finalidade de levar aos estudantes - por meio de palestras e feiras culturais - uma maior noção sobre educação emocional e gestão da emoção. Dessa forma, os desafios no combate à ansiedade no Brasil estarão mais perto de serem superados.