Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 20/08/2020

Ao fazer uma analise do filme “O Lado bom da Vida”, que retrata a história de Pat Solitano Jr, personagem que perdeu quase tudo na vida devido às crises de ansiedade. Tal obra ficcional, em paralelo à realidade contemporânea, ilustra um dos principais desafios encontrados na sociedade moderna: o combate à ansiedade. Neste sentido, é fulcral analisar as causas, tais como a ausência de políticas públicas de saúde de enfrentamento aos problemas e o pré-conceito com pessoas ansiosas que estão presentes na sociedade.

A princípio, vale salientar que a falta de estratégias estatais no sistema público de saúde voltadas para  pessoas que sofrem de ansiedade contribui para a perpetuação desse quadro deletério. Tal cenário nefasto comprova a inoperância governamental no combate ao problema, o que gera consequências nocivas à vida de milhões de brasileiros. Neste sentido, o aumento do número de casos de indivíduos ansiosos representa uma grave mazela social, o qual coloca o Brasil em primeiro lugar no ranking mundial dos países que mais apresentam essa patologia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Desse modo, vê-se que é necessário um posicionamento das autoridades, com urgência, na resolução desse impasse a fim de se evitar o crescimento da doença. Além disso, é válido verificar os efeitos dos estereótipos presentes na sociedade contra pessoas acometidas por essa doença como outro agente influenciador do revés. Nesse contexto, ao analisar a célebre frase do cientista contemporâneo Albert Einstein: “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”, constata-se a dificuldade de se combater os preconceitos já enraizados no contexto social, os quais se materializam na atitude de boa parte da população que ver-se descrente da gravidade dessa situação causada pela ansiedade.

Depreende-se, portanto, que o Poder Público deve tomar medidas efetivas a fim de coibir os efeitos maléficos provocados pela ansiedade no Brasil. Para tanto, cabe ao Governo Federal, em consonância com o Ministério da Saúde, enviar para o Congresso Nacional um Projeto de Lei que garanta a criação de um programa institucional de combate às crises de ansiedade que acometem boa parte da população, por meio da ampliação de serviços médicos e de triagem psicológica é possível ver uma melhora na saúde nacional. Esses serviços devem ser previamente esclarecidos para os usuários do SUS com fito de alertá-los sobre a importância da continuidade desses tratamentos na busca pela cura. Tais medidas têm por finalidade impedir o crescimento do número de casos de pessoas ansiosas na sociedade e, por conseguinte, evitar a morte de milhões de cidadãos.