Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 20/08/2020

Consoante aos dados da OMS, o Brasil é o país com maior população ansiosa do mundo. As causas desse problema são múltiplas. No Brasil, as razões normalmente se relacionam ao alto nível de violência; constante crise econômica; alta taxa de desemprego; e grande incerteza em relação ao futuro. Ademais dos itens listados anteriormente, também pode-se citar a teoria explicitada no livro Sociedade do Espetáculo, do filósofo e sociólogo Ruy Debord, a qual alega que todos fazem uma performance ao longo da vida, com intuito de aparentar perfeição. A relativa dificuldade em encontrar a real causa da ansiedade e a persistência de tabus em relação ao tratamento são fatores que dificultam o combate a essa epidemia contemporânea.

Constantemente, os indivíduos mais velhos e/ou mais ignorantes no assunto, que recebem o diagnóstico de ansiedade, não buscam ajuda profissional, pois pensam ser besteira e/ou frescura. Há, também, aqueles que até buscam ajuda, porém não querem fazer uso dos remédios prescritos por seu médico, pois possuem medos (baseados em mitos) - como ficar viciado, débil e engordar. “Você sabe que chegou ao cúmulo da ansiedade quando fica ansiosa até para a ansiedade passar.” - a frase da roteirista cinematográfica, Tati Bernardi, ilustra outro cenário, no qual o paciente acaba se sentindo mais ansioso com o uso dos medicamentos e a constante buscar de cura. Todas essas situações acabam elevando o índice de pessoas ansiosas no país.

Consequentemente, o grande número de pessoas ansiosas sem tratamento impedem a decaída da ocorrência da doença no país, levando a uma população emocionalmente desequilibrada. Outrossim, quando não é feita uma intervenção nessa situação, pode ocorrer o agravamento dos sintomas - em casos mais graves, levando a asfixia e taquicardia.

Tendo em vista os aspectos observados, por meio de associação do Ministério da Saúde com profissionais competentes no assunto, deve-se incentivar o uso de medicação de forma controlada e com acompanhamento médico. Outra medida eficaz é facilitar o acesso a psicólogos, assegurando que haja, no mínimo, um psicólogo em cada escola do país. Realizando a criação de clínicas psicológicas e psiquiátricas públicas, garante-se o acesso a esses profissionais por parte da população de baixa renda. Espera-se, assim, minimizar os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea.