Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 21/08/2020

Em 1929, pós primeira guerra mundial, o Estados Unidos da América enfrenta a quebra da bolsa de Nova York e o colapso da sua economia, conhecido com a Grande Depressão, visto que empresas foram a falência, a taxa de desemprego aumentou coincidentemente com um aumento de suicídios e distúrbios psicológicos. Hodiernamente, a ansiedade e suas consequências se tornaram um desafio a se combater na sociedade, como sua profilaxia e o uso de remédios em seu tratamento.

É relevante abordar, primeiramente, que a ansiedade é considerada uma patologia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e é definida com um distúrbio de saúde mental caracterizado pela preocupação em excesso. Segundo dados da OMS, no Brasil 9,3% da população convivem com o transtorno, o pais mais ansioso do mundo, decorrente do aumento da violência, o desemprego, e a má qualidade de serviço público, um aglomerado de situações que instáveis que impactam no nosso nível de ansiedade. Em segundo lugar, não desprovido de importância, ao longo da última década a modernização disponibilizou grandes possíveis exercedores de pressão sobre a mente humana, bem como o uso de redes sociais, a exposição em massa na mídia e o ciberbullying.

Ademais, deve explicitar o medo generalizado sobre os métodos de tratamento. No filme, Coringa, Arthur Fleck é um palhaço mal-sucedido com um distúrbio mental, que vista regularmente o serviço de assistência social para sessões de terapia e fornecimento de medicamentos. Ao desenrolar da trama, o programa tem seu orçamento cortado e Arthur fica sem os remédios, dando início a sua queda, que logo mais, se tornará o vilão do Batman. Paralelamente, é analisado a importância de tratamento para pessoas com enfermidade mental, o novo tabu da sociedade. Essa é também a opinião de Daniel Martins de Barros, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulos. Barros explica que todo remédio pode ter efeitos colaterais e eles serão receitados quando existir uma relação de custo-benefício a favor do paciente.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira, urge que o Ministério da Saúde crie, por meio de verbas governamentais, clínicas mentais públicas, assegurando sessões e se necessário o receitamento de remédio para o tratamento, sem a cobrança de taxas adicionais. É necessário também a utilização de campanhas publicitárias nas redes sociais que promovam e incentivem a procura do tratamento, evitando a banalização do problema. Somente assim, aos poucos, a sociedade brasileira evitará uma grande depressão social.

Ao longo da última década, novas variáveis passaram a ser objeto de investigação como possíveis exercedores de pressão sobre a mente humana: o uso de smartphones, as redes sociais, o excesso de informações, o crescimento do bullying na sociedade… Com o objetivo de tentar desvendar esse quebra-cabeça, a MindMiners realizou um estudo com 550 pessoas espalhadas por todo o Brasil, de todas as classes sociais e faixas etárias. […] o Brasil lidera uma dura estatística: temos a maior taxa de portadores de distúrbios relacionados à ansiedade no mundo. O fato de vivermos num país com alta instabilidade e diversos problemas pode impactar no nosso nível de ansiedade? Há momentos em que o Brasil te cansa? Fique tranquilo, não é só você que se sente assim. 3/4 dos respondentes consideram estressante viver no Brasil. Os motivos? 1º) Violência