Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 20/08/2020

A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAs) listou as 10 principais causas de morte no mundo, e dentre elas pode-se mencionar o AVC e o Alzheimer. Porém, em sentido contrário à esses dados, o psiquiatra Augusto Cury elegeu em sua obra a ansiedade como o mal do século, defendendo que o estilo de vida adotado nas últimas décadas tem refletido diretamente na psique da sociedade.

Ainda no prefácio do livro, Cury responsabiliza a urgência inerente ao cotidiano do mundo pós-globalizado pela Síndrome do Pensamento Acelerado, que atinge quase 10% da população brasileira. Infelizmente o debate sobre essa patologia restringe-se ao âmbito digital e não alcança todas as camadas e círculos sociais, o que alimenta crenças mitológicas sobre o assunto e seus possíveis tratamentos.

A pauta sobre saúde mental cresce a cada dia nas plataformas digitais, mas restringe-se à contas e à um grupo de usuários específicos, que a possuem de antemão entre os seus interesses. A ausência de projetos tanto particulares, das empresas responsáveis por essas plataformas, quanto públicos impede a expansão dessa discussão para os perfis de pessoas que mais precisam de auxílio.

Nota-se a importância da informação que desmistifique essa disfunção, conscientizando sobre sintomas e saídas medicinais. É responsabilidade do governo, que deve delegar verbas e investimentos aos Ministérios da Educação e da Saúde, a disseminação mais ampla possível sobre esse distúrbio que vem adoecendo a comunidade mundial e somente assim, permitirá com que a mesma se trate de maneira adequada.