Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 24/08/2020
Na obra Harry Potter escrita por JK. Rowling, os bruxinhos aprendem em Hogwarts, na aula de defesa contra as artes das trevas, o feitiço Riddikulus que serve para afastar o bicho papão. Em outras palavras, o feitiço tem a função de transformar o medo mais profundo em algo que não se possa temer. Fora do mundo mágico o que se verifica, na realidade Brasileira, é a desafiadora tarefa de se mitigar o bicho papão contemporâneo que atormenta muitos cidadãos: a ansiedade. Mal este que tem o seu combate ineficaz devido ao preconceito dos cidadãos e também ao atual uso desenfreado das novas tecnologias comunicativas.
Em primeiro lugar, deve-se levar em consideração o estereótipo que a doença carrega. Há alguns anos atrás quem possuía algum tipo de doença psicológica era taxado como louco e, ao mesmo tempo, tinha sua dignidade denegrida. Apesar dos evidentes avanços na medicina e na forma de tratamento que ocorreram nos últimos anos, o estereótipo não foi esquecido e assim os profissionais da saúde não são capazes de combater a ansiedade. Uma vez que a população ainda hesita em procurar por atendimento e assim acaba por aumentar, ainda mais, o índice de ansiosos no país que, segundo a OMS, já afeta uma média de 18,6 milhões de brasileiros.
Somado ao estereótipo negativo, as novas tecnologias comunicativas e suas quantidades exorbitantes de informação diária acabam por prejudicar ainda mais as pessoas que possuem a doença. Segundo Steve Jobs, a tecnologia move o mundo, mas infelizmente para as pessoas ansiosas a tecnologia move o grau da doença ainda mais para cima. Tendo em vista que o fruto dessa inovação, as redes sociais, se tornaram os principais meios de compartilhamento de diversas informações por dia, não somente do país, mas também do mundo todo, sendo grande parte desse conteúdo de teor negativo que acarreta ainda mais preocupações para as pessoas ansiosas e agrava ainda mais a doença.
Fica evidente, portanto que o preconceito da população e também o uso constante das redes sociais são os principais agravantes da ansiedade. Sendo assim se faz necessário a intervenção do Ministério da Saúde que deve, com o auxílio da Mídia, criar uma campanha no meio virtual que instrua a população sobre a ansiedade, uma doença que deve ser tratada como qualquer outra e não taxada com estereótipos ultrapassados. Essa campanha também deve alertar a população sobre como lidar com a quantidade de informações que recebem diariamente para assim atenuar os efeitos da doença. Somente com a medida supracitada o Brasil poderá lançar um Riddikulus na ansiedade e combatê-la enfim sem medo.