Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 20/08/2020

O filósofo Thomas More, em sua obra Utopia, idealizou uma sociedade com parâmetros considerados perfeitos com ausência de problemas e conflitos. Sob essa perspectiva, a realidade brasileira encontra-se distante da descrita pelo autor devido ao aumento de casos de ansiedade, fruto das novas tecnologias e do sentimento de competitividade, formulando um cenário de caos. Dessa forma, há desafios para combater essa doença de maneira eficaz, como baixa infraestrutura de auxílio psicológico e a influência demasiada da mídia em padronizar os indivíduos.

Mormente, a Terceira Revolução Industrial, iniciada no século XX, proporcionou mudanças significativas no âmbito social e econômico, influenciando a padronização e o consumismo em larga escala. Nesse contexto, há reflexos desse período na sociedade contemporânea, pois os indivíduos acabam tendo que seguir um parâmetro idealizado a fim de ser aceitos socialmente, desenvolvendo o transtorno de ansiedade. Desse modo, torna-se difícil combater essa problemática, em razão dos meios de comunicação disseminar a todo momento a forma certa de agir e o corpo perfeito, deixando em segundo plano a questão de representatividade e do cuidado da saúde mental.

Ademais, a assistência psicológica é fundamental para buscar romper o cenário vigente, mas ainda há um baixo acesso e uma infraestrutura eficaz para os atendimentos. Segundo o renomado filósofo Byung- Chul Han a sociedade atual é a de desempenho, a qual as pessoas procuram alcançar metas vistas como inalcançáveis e sofrem com as frustrações. Sob esse viés, a afirmativa do autor descreve o motivo do desenvolvimento de ansiedade que acarreta danos físicos e mentais. Logo, problemas estruturais tornam esse ideário utópico, uma vez que o Brasil ocupa o primeiro lugar de casos desse transtorno, conforme dados da Organização Mundial da Saúde, necessitando o combate efetivo e erradicar os desafios enraizados.

Dessarte, as novas formas de pensamento e forma de agir possibilitaram mudanças em diversos âmbitos sociais. Diante disso, o Estado, na figura do Poder Legislativo, deve promover a elaboração de um projeto de lei de caráter emergencial, por meio no investimento em centros de auxílio neural e psicológico e na disseminação da cultura da importância da aceitação e autocuidado, o qual busque garantir assistência médica 24 horas com uso de atendimentos presenciais e onlines, além de romper os parâmetros enraizados com uso da representatividades. Por fim, essas medidas têm o objetivo de combater o cenário de ansiedade e garantir a preservação da saúde mental.