Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 21/08/2020

O filme “O Lado bom da Vida”, conduzido pelo cineastra David Russel, conta a história de Pat Solitano Jr, personalidade que perdeu quase tudo na vida- sua casa, o emprego e o casamento- pertinente às crises de ansiedade. Tal obra ficcional, em colateral à vida atual, informa um dos determinantes desafios encontrados na sociedade moderna: o combate à ansiedade. Neste significado, é crucial ver as ações, tais como a ausência de políticas públicas de saúde de enfretamento ao problema e o discriminação social com pessoas ansiosas, a fim de se amenizar, com urgência, seus efeitos prejudiciais.

A princípio, vale destacar que a falta de estratégias estatais no modelo público de saúde voltadas para o suporte de pessoas que sofrem de ansiedade contribui para a perpetuação desse quadro deletério. A esse respeito, dados fornecidos pelo Ministério da Saúde revelam que apenas 10% dos capital propostos para as secretarias municipais são direcionados para a área da saúde mental em unidades básicas. Tal cenário nefasto, comprovado por essas notas, prova a inoperância governamental no combate ao problema, o que gera resultados nocivas à vida de milhões de brasileiros. Neste significado, o aumento do número de casos de indivíduos ansiosos forma uma grave mazela social, o qual coloca o Brasil em primeiro lugar no ranking mundial dos países que mais citam essa patologia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Desse modo, vê-se que é necessário um posicionamento das autoridades, com urgência, na resolução desse impasse a fim de se evitar o crescimento da doença.

Depreende-se, logo, que o Poder Público deve tomar medidas efetivas a fim de coagir os efeitos maléficos provocados pela ansiedade no Brasil. Para tanto, cabe ao Governo Federal, em consonância com o Ministério da Saúde, enviar para o Congresso Nacional um Projeto de Lei que garanta a criação de um programa institucional de combate às crises de ansiedade que acometem boa parte da população brasileira. Tal documento normativo deve estar previsto uma estratégia de saúde pública específica de atendimento a esse tipo de público, por meio da ampliação de serviços médicos e de triagem psicológica com o objetivo de oferecer um melhor atendimento às pessoas que buscam a unidade de saúde mais próxima. Esses serviços devem ser antes esclarecidos para os usuários do SUS com fito de alertá-los sobre a importância da continuidade desses tratamentos na busca pela cura. Tais medidas têm por destino impedir o crescimento do número de casos de pessoas ansiosas na sociedade e, por conseguinte, evitar a morte de milhões de cidadãos.