Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 21/08/2020

A Constituição brasileira menciona, no artigo sexto, que a saúde é um direito universal. Percebe-se, entretanto, que não existe a plena concretização dessa garantia, principalmente no que concerne ao combate à ansiedade no país. Nesse contexto, a questão se agrava não só pela falta de conhecimento da população, mas também por inércia estatal.

Em primeira análise, ressalta-se que, a despeito do crescente número de pessoas acometidas, nem todos os cidadãos entendem a gravidade dos transtornos de ansiedade. Nesse sentido, segundo o portal G1, quase um terço do público entrevistado não considera a ansiedade uma doença, o que pode corroborar a falsa ideia de pouca gravidade de problemas relacionados à saúde mental, que, por consequência, tendem a ser vistos, infelizmente, como menos urgentes. Sob essa ótica, é inaceitável não tomar providências, como palestras em empresas e em escolas, para enfatizar a importância de analisar com cautela momentos ansiogênicos, com o fito de identificar casos graves e de buscar ajuda profissional.

Ademais, enfrenta-se, por vezes, a letargia do Estado no cumprimento de garantias básicas. Nesse cenário, o filósofo Thomas Hobbes afirmava que é dever do Estado garantir a saúde, e isso, hodiernamente, deve se refletir em investimentos efetivos na atenção básica em saúde mental e na elaboração de programas assistenciais que ofereçam terapia de forma gratuita, com o objetivo de auxiliar no combate aos transtornos de ansiedade. Sob esse prisma, a atual falta de investimentos na área vai de encontro à proposta de Hobbes, uma vez que evidencia a displicência e a incapacidade estatal em lidar com questões de saúde pública.

Infere-se, portanto, que a ansiedade é um entrave na sociedade contemporânea. Nessa conjuntura, cabe ao governo federal orientar os cidadãos sobre o tratamento dessa enfermidade, por meio de palestras informativas e de investimentos em saúde mental, com o auxílio de governantes locais. Espera-se, com isso, combater a ansiedade, em consonância com a efetivação do direito à saúde previsto na Carta Magna.