Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 22/08/2020
A Constituição do Brasil menciona, em seu artigo sexto, que a saúde é um direito universal. Percebe-se, entretanto, que não existe a plena concretização dessa garantia, principalmente no que concerne às ações de combate à ansiedade. Nesse contexto, a questão se agrava não só por desconhecimento da população, mas também por inércia estatal.
Em primeira análise, cabe ressaltar que, infelizmente, é notório certo preconceito em relação às questões de saúde mental no país. Nesse sentido, segundo o portal G1, quase um terço do público entrevistado afirma que não vê a ansiedade como um problema de saúde, o que pode corroborar a falsa ideia de pouca urgência na busca de auxílio profissional, e, por consequência, agravar a situação. Sob esse prisma, vê-se como necessária a desconstrução dessa mentalidade retrógrada, a ser feita por meio de palestras em empresas e em instituições de ensino, com o fito de enfatizar a importância de analisar com cautela os momentos ansiogênicos e de procurar ajuda especializada sempre que necessário.
Ademais, enfrenta-se, por vezes, a letargia do Estado no cumprimento de garantias fundamentais. Nesse cenário, o filósofo Thomas Hobbes afirmava que é dever do Estado promover a saúde, e isso, hodiernamente, deve se refletir na ampliação da oferta gratuita de consultas terapêuticas nos Centros de Atendimento Psicossocial (CAPs), a fim de tratar e de prevenir as crises de ansiedade e, dessa forma, promover melhoria na qualidade de vida dos cidadãos. Sob essa ótica, não investir na área vai de encontro à proposta de Hobbes, uma vez que evidencia a displicência estatal em lidar com questões de saúde pública.
Infere-se, portanto, que a ansiedade é um entrave na sociedade contemporânea. Nessa conjuntura, cabe ao governo federal (com o auxílio de governantes locais) promover ações de combate a esse transtorno, por meio de mais investimentos em saúde pública e de palestras à população sobre a seriedade da questão. Espera-se, com isso, combater a ansiedade e promover a saúde, em consonância com a previsão da Carta Magna.