Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 26/08/2020
Qualquer um pode zangar-se, isso é fácil. Mas zangar-se na hora e na medida certa, com a pessoa certa e de maneira certa, não é fácil. Consoante à afirmação supracitada de Aristóteles, fica evidente a falta de saúde emocional, que se adapta perfeitamente à sociedade hodierna. Ademais, a Organização Mundial da Saúde (OMS), afirma que 33% da população mundial sofre de ansiedade, mostrando-se assim, um dos mais comuns e preocupantes distúrbios psicológicos. Sendo assim, é notório o agravamento dessa condição por dois principais fatores: a preocupação por se encaixar nos padrões sociais e também pela falta de alfabetização emocional. Logo, urge que esse assunto seja levado a sério até porque, com os índices de ansiedade altos, o desempenho será baixo.
Primeiramente, é indubitável que muitas pessoas do mundo todo não se sentem bem com sua aparência física e acabam por terem medo de não serem aceitas. Concomitantemente, uma pesquisa da marca de cosméticos Dove, divulgou que 83% das mulheres entrevistadas se sentem pressionados para “serem bonitas”. Destarte, esses dados são alarmantes, uma vez que a preocupação é o núcleo de toda ansiedade. Não obstante, conclui-se que a busca pelo beneplácito social, muitas vezes, causa obsessões e compulsões em virtude da ansiedade, assim como constata Daniel Goleman em seu livro “Inteligência Emocional”.
Além disso, ainda conforme o autor, é inegável que falta alfabetização emocional. Dessa forma, é válido ressaltar que a principal esperança de um país está na educação, já dizia o filósofo Erasmo. Por conseguinte, a educação deveria dar ênfase no controle das emoções, no autoconhecimento e ensinar que é preciso assumir responsabilidades. Contudo, infelizmente, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) tem priorizado apenas questões acadêmicas, o que corrobora ainda mais na formação de jovens cada vez mais ansiosos.
Portanto, é indispensável que a UNESCO exija um ambiente psicológico nas instituições de ensino, através do ensino sobre saúde mental e habilidades para a vida. Tudo isso, para que os jovens possam possuir um alto nível de QE (inteligência emocional) e não apenas de QI (inteligência coligativa), amenizando a ansiedade desses indivíduos. No Brasil, o MEC deve seguir rigorosamente essas recomendações, tendo em vista que é o país mais ansioso do mundo. Através de jovens inteligentes emocionalmente, as demais faixas etárias serão afetadas pelo seu conhecimento no núcleo familiar, por exemplo. Somente assim, será possível vencer os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea e formar cidadãos que saberão exatamente quando e como demonstrar seus sentimentos.