Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 31/08/2020

O filme “O Lado bom da Vida”, retrata a história de Pat Solitano Jr, personagem que perdeu sua casa, seu emprego e seu casamento devido às crises de ansiedade. Fora da ficção, tal obra ilustra um dos principais desafios encontrados na sociedade contemporânea: o combate à ansiedade. Neste sentido, é essencial analisar suas causas, como a ausência de políticas públicas na área da saúde e o preconceito social contra pessoas ansiosas, a fim de atenuar seus efeitos maléficos.

Em primeira análise, vale ressaltar a falta de políticas públicas voltadas para o atendimento de pessoas que sofrem de ansiedade. De acordo com dados fornecidos pelo Ministério da Saúde, apenas 10% dos recursos destinados para as secretarias municipais são direcionados à área da saúde mental em unidades básicas. Nesse viés, destaca-se a inoperância governamental no combate ao problema, gerando consequências nocivas à vida de milhões de brasileiros, além de proporcionar o aumento de casos, colocando o Brasil em primeiro lugar no ranking mundial dos países que mais apresentam essa patologia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Desse modo, modificações devem ocorrer nesse área para evitar o crescimento da doença.

Ademais, convém verificar o preconceito presente no âmbito social contra pessoas que apresentam casos de ansiedade. Nesse contexto, é importante analisar a frase do cientista Albert Einstein, “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Tal evidência, corrobora as dificuldades no combate aos preconceitos na contemporaneidade, visto que a intolerância por grande parte da população tornou-se crescente. Essa condição impede a resolução do problema, sendo que determinados segmentos da sociedade não cobram seus agentes públicos para garantir proteção à saúde dos brasileiros. Dessa forma, é necessário desmitificar conceitos a respeito dessa enfermidade.

Torna-se crucial, então, a coibição dos efeitos maléficos provocados pela ansiedade no Brasil. Logo, cabe ao Governo, no âmbito Federal, Estadual e Municipal, sobretudo em conjunto ao Ministério da Saúde, incentivar e viabilizar a criação de programas institucionais que combatam às crises de ansiedade, a fim de garantir um melhor atendimento a esse tipo de público. Outrossim, tal processo deve ser esclarecido aos usuários do SUS, proporcionando uma ampliação de serviços médicos e triagens psicológicas às pessoas que buscam uma unidade de saúde pública. Por conseguinte, os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea serão devidamente controlados.