Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 05/09/2020

Em seu livro ¨ Prisioneiros da mente¨, o notório médico e escritor Augusto Cury apresenta uma ideia de cárceres mentais. Essa prisão imaginária seria a grande responsável por problemas emocionais e psicológicos da sociedade, pois, seria ela que limitaria algumas ações de mudança no cotidiano humano. Diante dessa perspectiva, evidencia-se, na contemporaneidade, uma temática bastante complexa, principalmente em uma conjuntura marcada por relações liquidas, os desafios no combate à ansiedade no Brasil. Portanto, urge que medidas sejam tomadas para mitigar essa infeliz problemática, que é motivada principalmente pelo modelo de produção capitalista e pela falha governamental.         Primeiramente, é necessário entender que a principal causa do fenômeno dos transtornos de ansiedade é o atual molde de produção. Porque, como característica do capitalismo tem-se a constate busca pela acumulação de bens e a alta competitividade no mercado trabalhista, fatores esses que consequentemente colaboram para uma rotina extremamente dinâmica e em muitas das vezes levam as pessoas a não cuidarem da sua saúde mental. Tal fato é visível quando se observam as pesquisas realizadas pelo jornal Folha de São Paulo, que por meio de entrevistas comprovaram que cerca de 15% da população local não sabia os efeitos da ansiedade e dos demais transtornos mentais.     Segundamente, deve-se chamar atenção para a causa secundária dessa problemática, a falha governamental. Visto que o Brasil possui uma Constituição que configura como obrigação do Estado fornecer acesso à saúde gratuita, entretanto, essa ação não é realizada de maneira eficaz, pois é nítido a precariedade do Sistema Único de Saúde, esse que enfrenta problemas como a falta de profissionais, recursos limitados e a escassez de medicamentos, barreiras essas que impedem os cidadãos de manterem seu bem estar mental. Ademais, como outros empecilhos podem ser destacadas as enormes listas de espera, para o atendimento com psiquiatras no SUS, médicos esses que são essências para a profilaxia de transtornos psicológicos. Dessa forma ratifica-se a falta de compromisso do Governo com sua população.

Dessarte, diante do exposto, conclui-se que é de suma importância o combate à ansiedade no Brasil. Logo, é dever do Governo Federal em união com grandes mídias, como emissoras televisivas e redes sociais, por meio de lives e debates em canais abertos, fornecerem informações sobre os efeitos dos transtornos psicológicos na sociedade, a fim de incentivar a população a cuidar mais do seu bem estar mental. Ademais, cabe também ao Estado, mediante a um maior investimento no setor da saúde, garantir o acesso dos tratamentos das doenças e distúrbios mentais, como ansiedade e depressão , com a finalidade de efetivar a lei prevista constitucionalmente.