Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 06/09/2020
Na animação “Divertidamente”, a personagem principal, Riley, não consegue lidar com suas emoções e sentimentos durante seus conflitos sociais, o que prejudica sua vida social, psicológica e familiar. Fora da ficção, os indivíduos da contemporaneidade encontram-se em situação semelhante, já que não conseguem encarar ou aceitar o sentimento de tristeza e melancolia momentâneas. Com efeito, essa ação é fortalecida pela tentativa capitalista de padronização do indivíduo e pela falha constitucional em relação ao acesso à saúde pública.
Mormente, é indispensável destacar que o sistema capitalista implica um modelo estético e social, que quando não é alcançado, deve ser condenado. Nesse sentido, vale relembrar que o ideal capitalista é pautado na acumulação do capital que, apoiado pela indústria midiática, detém o poder de influência e instauração de padrões sociais. Esse fator, comprova a criação do padrão estético atual, que exclui e intimida indivíduos não pertencentes. Portanto, os sujeitos que não se aplicam aso padrões presenciam a exclusão e o abandono coletivo durante o crescimento, que provoca transtornos psicológicos significantes. Isso revela, logo, um povo que se posiciona aquém do progresso humano, que, por conseguinte, aponta o baixo nível de ética e de moral por parte da sociedade.
Em segundo lugar, é imprescindível ressaltar que o aumento da ansiedade nos cidadãos é apoiado na falta de amparo constitucional. Dessarte, a Constituição Federal de 1988 assegura que a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos. Todavia, a existência desse dever não garante sua exequibilidade, uma vez que o acesso à psicólogos e profissionais de saúde mental para a parcela desprivilegiada da população brasileira é complexo e quase inacessível, o que coloca muitos jovens à mercê do descaso, ratificando a irresponsabilidade governamental com a problemática, além de denunciar o baixo rendimento do Ministério da Saúde.
Portanto, para que os índices de ansiedade na contemporaneidade sejam reduzidos de maneira significativa, é mister que os Governos Estaduais e o Ministério da Saúde proponham a facilidade no acesso à profissionais de psicologia a todos por meio da contratação de psicopedagogos que atuarão na educação infantil e no ensino médio, com o propósito de auxiliar, desde a infância, a lidar com as emoções e passar por elas de maneira satisfatória, bem como a manter o equilibro e atenção nos momentos difíceis da vida. Ademais, é fundamental que as mídias sociais, como telejornais, busquem atenuar a importância da atenção à saúde mental por meio de campanhas televisionadas, atenuando os níveis de ansiedade entre os comuns.