Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 25/08/2021

Sob a perspectiva histórica da Terceira Revolução Industrial, houve um grande avanço na produção tecnológica e comunicacional, e, consequentemente, mudanças sociais ocasionaram-se, as quais incluem significativa parte dos problemas sociais enfrentados pela atualidade, como a ansiedade. Nesse viés, a internet, recurso indispensável à contemporaneidade, se mostra um importante fator no atual desenvolvimento gradativo de transtornos psíquicos. A partir disso, a ansiedade se torna cada vez mais comum, sendo crucial o debate acerca dos desafios no seu combate, uma vez que essa realidade, envolvida pelo imediatismo e pela anomia, gera nocivos impactos, tanto à saúde, quanto à economia.

É importante ressaltar, em primeiro plano, que a sociedade moderna está baseada na cultura digital, a qual permite a disseminação de informações com muita rapidez. Esse processo, segundo o filosofo Byung Hal Han, em seu livro “Sociedade do Cansaço”, causou o encurtamento do tempo, que, consequentemente, resultou na cultura do imediatismo. Assim, entende-se que os indivíduos, bombardeados por informação ininterruptamente, engrenaram num ritmo acelerado de busca progressiva por rápido e alto desempenho, o que acarreta em um grande sentimento de ansiedade e cansaço. Nesse sentido, à medida em que as tecnologias de comunicação avançam, sem precedentes, o imediatismo, juntamente com a ansiedade, se desenvolvem cada vez mais, e a saúde mental das pessoas faz-se relegada, o que é preocupante, visto que o emocional é elementar à integridade.

Ademais, a situação se agrava ao passo que os sujeitos abalados psicologicamente se mostram inaptos a trabalhar, portanto, a economia é abalada. Outrossim, o contrário também acontece, como observa-se no contexto da pandemia de COVID-19, que provocou quebra econômica e deixou milhares de pessoas desempregadas, as quais, sem saber como e quando conseguiriam resolver seus problemas, se tornaram ansiosas. Conforme a óptica do estado de anomia, compreende-se uma forte correlação entre a ansiedade e os problemas sociais da atualidade. Sendo assim, consoante ao aumento nos níveis de ansiedade, maiores serão os desafios para o controle não só do distúrbio em si, mas também de outras graves questões sociais, dado a proporcionalidade e concomitância observada.

Portanto, diante das situações supracitadas e do entendimento acerca das consequências da ansiedade, gerada a partir do contexto tecnológico e social, medidas tornam-se necessárias. Destarte, a Organização Mundial da Saúde – agencia responsável pelo direcionamento da saúde internacional – deve propor aos países ações de enfrentamento da ansiedade, as quais, visando o bem estar da população, funcionarão por meio de campanhas de conscientização da importância do cuidado com a saúde emocional. Logo, os desafios atuais em defrontar a ansiedade e outros problemas reduzirão.