Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 11/09/2020
Atualmente, os transtornos mentais se tornaram uma problemática intrínseca da sociedade brasileira, se espalhando como uma epidemia. Uma vez que, segundo a Organização mundial da Saúde, mais de 9% da população do Brasil apresenta quadros de ansiedade. Portanto, torna-se essencial o debate sobre as consequências em cadeia da ansiedade e como as formas de trabalho potencializam esse distúrbio.
A priori, diversas outras doenças, tanto psicológicas quanto físicas , são desencadeadas com à ansiedade. Nesse sentido, segundo pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP, transtornos ansiosos contribuem para o desencadeamento de doenças respiratórias, cardiovasculares e transtorno bipolar. O que demonstra a reação em cadeia de doenças visíveis e físicas, provocada por um agente mental.
Outro fator que agrava essa problemática são as formas de trabalho do mundo globalizado, que por serem tão dinâmicas e competitivas, resultam em distúrbios mentais. Uma prova disso é a síndrome de Burnout, que consiste em sintomas de exaustão, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastantes que demandem muita competitividade e responsabilidade, ocasionando em um acumulo de ansiedade no ambiente de serviço. O que prova que a mudança das relações trabalhistas resultaram em severas consequências na saúde mental dos empregados.
Desse modo, nota-se que problemas com ansiedade se fazem muito presentes e precisam ser controlados. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde , por meio do direcionamento de verbas públicas aos centros de pesquisas biomédicas, formar cientistas para a criação de remédios que controlem os distúrbios ansioso, e a formação de profissionais da saúde especializados em tratar dos transtornos da atualidade, para o melhor controle dessas deficiências. A fim de que, em um futuro próximo, as pessoas possam ter saúde mental apesar das adversidades do mundo globalizado.