Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 13/09/2020
A ansiedade pode ser compreendida como a consequência do desequilíbrio de serotonina no corpo humano. Nesse contexto, a contemporaneidade se torna mais um fator decisivo no surgimento e permanência desse distúrbio. Com isso, torna-se evidente o aumento e a persistência no número de pessoas afetadas devido ao estilo de vida moderno e às medidas de isolamento social atual.
Em uma primeira análise, as atualizações no modo de vida da sociedade do século XXI propiciam a constante presença da ansiedade nos indivíduos. Segundo o sociólogo contemporâneo Zygmunt Bauman, a Era Tecnológica é responsável por transformar a modernidade sólida para líquida, marcada pela fluidez e dinâmica dos acontecimentos. Dessa maneira, essa instabilidade no mundo, repleto de incertezas e mudanças, fragiliza o estado mental da população e dificulta o combate do distúrbio.
Paralelo a isso, as medidas de preservação dos habitantes mediante à pandemia torna a estabilidade das relações sociais e trabalhistas um verdadeiro desafio, que gera preocupação e estresse. É válido citar a pesquisa realizada pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), na qual afirma-se que houve um aumento de 80% da ansiedade nos jovens durante o isolamento social. A partir disso, é possível identificar mais um fator que, agravado pela ocasião, impossibilita a libertação daqueles que são afetados por essa complicação mental.
Em síntese, o processo de modernização das relações e do mundo emerge, por meio da alta fluidez e do isolamento social encontrados atualmente, a ansiedade. Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde ministrar palestras, principalmente nas escolas onde há uma concentração de ansiosos, com o foco em saúde mental, que apresente as possíveis causas da inquietação e formas de controlá-la, a fim de que a população possa se prevenir. Com isso, espera-se o atenuamento do desconforto nas faculdades mentais previsto pela análise da modernidade líquida.