Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 17/09/2020

Desde a Revolução Francesa, entende-se que uma sociedade só progride quando se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea no Brasil, verifica-se que esse ideal empático é constatado na teoria e não, desejavelmente, na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, devido não só ao tabu em relação ao uso de medicamentos, mas também pela pressão sobre a mente humana causada pelo excesso de informação. Com isso, faz-se necessária uma intervenção que busque reverter esse panorama.

Em primeiro lugar, é indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Sob essa ótica, o filósofo grego Aristóteles afirmou que a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, o tabu em relação ao uso de medicamentos rompe essa harmonia, haja vista que, de acordo com o site “Notícias Uol”, parte da população é resistente à utilização de remédios, por medo causado pelos mitos, como engordar ou se viciar. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é imprescindível para transpor às barreiras das mentiras em relação à saúde.

Por conseguinte, destaca-se a pressão sobre a mente humana causada pelo excesso de informação como impulsionador do problema. Dessa forma, em concordância com Durkheim, fato social é uma maneira coletiva de agir, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, devido à administração pública defasada, medidas legislativas, com o objetivo de melhorar o hábito populacional, para que os indivíduos diminuam o tempo gasto com aparelhos eletrônicos, não são firmadas. Desse modo, a não efetividade das leis - por parte do Governo - corrobora para o crescimento da ansiedade no Brasil.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Sendo assim, o Ministério da Saúde deve elaborar, por meio de verbas governamenais, uma diretriz de investimento voltada à difusão das informações sobre os mitos acerca das medicações, com a utilização de propagandas nas redes de comunicação, visando a melhoria no tratamento de várias pessoas, de modo que a sociedade se desprenda de certos tabus, para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria de Platão. Somente assim, o Brasil poderá auxiliar no combate à ansiedade na sociedade contemporânea.