Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 18/09/2020

Qualquer um pode zangar-se, isso é fácil. Mas zangar-se na hora e na medida certa, com a pessoa certa e de maneira certa, não é fácil. Consoante à afirmação de Aristóteles, fica evidente a falta de saúde emocional, que se adapta perfeitamente à sociedade hodierna. Ademais, a Organização Mundial da Saúde (OMS), afirma que 33% da população mundial sofre de ansiedade, mostrando-se assim, um dos mais comuns e preocupantes distúrbios psíquicos. Sendo assim, é notório o agravamento dessa condição por dois principais fatores: a preocupação por se encaixar nos padrões sociais e também pela falta de alfabetização emocional. Logo, urge que esse assunto seja levado a sério, até porque, com os índices de ansiedade altos, o desempenho será baixo.

Primeiramente, é indubitável que muitas pessoas do mundo todo não se sentem bem com sua aparência e acabam por terem medo de não serem aceitas. Concomitantemente, uma pesquisa da marca de cosméticos Dove, divulgou que 83% das mulheres entrevistadas se sentem pressionadas para “serem bonitas”. Destarte, esses dados são alarmantes, uma vez que a preocupação é o núcleo de toda ansiedade. Não obstante, conclui-se que a busca pelo beneplácito social, muitas vezes, causa obsessão e compulsões em virtude da ansiedade, conforme constata Daniel Goleman em seu livro “Inteligência Emocional”.

Além disso, ainda conforme o autor é inegável que falta alfabetização emocional. Dessa forma, é valido ressaltar que a principal esperança de um país esta na educação, já dizia filósofo Erasmo. Por conseguinte, a educação deveria dar ênfase no controle das emoções e no autoconhecimento. Contudo, infelizmente, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação) tem priorizado apenas questões acadêmicas, bem como o alto desempenho nas disciplinas essenciais e em feiras científicas, o que corrobora ainda mais na formação de jovens cada vez mais ansiosos.

Portanto, é indispensável que a UNESCO exija um ambiente psicológico nas instituições de ensino, por meio do ensino sobre questões emocionais e habilidades para a vida. Tudo isso, para que os jovens possam atingir um alto nível de QI (Inteligência emocional) e não apenas de QI (inteligência coligativa), amenizando assim, a ansiedade desses indivíduos. No Brasil, o Ministério da Educação deve seguir rigorosamente essas recomendações, tendo em vista que é o país mais ansioso do mundo, segundo a OMS. Através de jovens emocionalmente sábios, as demais faixas etárias serão afetadas pelo seu conhecimento no núcleo familiar, por exemplo. Somente assim, será possível vencer os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea e formar cidadãos que saberão exatamente quando e como demonstrar seus sentimentos.