Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 20/09/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a declaração dos Direitos Humanos assegura a  todos os indivíduos, o direito de serem livres, serem tratados com dignidade e terem direitos iguais. No entanto, ao relacionar os direitos humanos com os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea, verifica-se que  o direito à saúde é deficitária. Nessa perspectiva, para que seja alcançada uma sociedade integrada, faz-se necessário não só proporcionar aos cidadãos a conscientização da continuidade do tratamento como também limitar o uso dos possíveis incentivadores de pressão sobre a mente humana.

É importante salientar, de início, que a educação é o fator essencial no desenvolvimento de um país. Nesse âmbito, segundo estimativas do Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil ocupa a nona posição na economia mundial, logo, seria racional acreditar que o direito à saúde fosse eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido nos índices   de ansiedade da sociedade contemporânea, uma vez que segundo os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil 18,6 milhões de cidadãos convivem com o transtorno, sendo um dos propulsores o uso incorreto dos medicamentos, em especial a automedicação. Diante do exposto, torna-se necessário não só aumentar a conscientização do uso correto dos medicamentos receitados como também incentivar a continuidade do tratamento com um profissional da saúde.

Convém ressaltar, ainda, que segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida”, vivida no século XXI. Diante de tal contexto, às relações humanas são mais frágeis, fugazes e pouco duradouras, com isso, as pessoas e as instituições são prejudicadas. Dessa forma, a ansiedade pode ser causada  ou agravada por alguns incentivadores que influenciam a mente humana, destacando a situação econômica, política e social do país. Prova disso, seria um estudo  realizada  pela  MindMiners com 550 pessoas, na qual 3/4 dos entrevistados declara que o estresse de viver no Brasil impacta no transtorno.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de uma sociedade melhor. Dessa maneira, é inadiável que o Ministério da Saúde com a parceria da Secretária da Saúde dos Estados combata as carências desse setor, por meio não só de propagandas que intensifiquem o combate do uso indiscriminado dos medicamentos, a falta de progressão dos tratamentos, como também projetos que proponha medidas acessíveis para  diminuir o estresse, a fim de melhorar a vida dos cidadãos. Desse modo, a sociedade será capaz de promover à igualdade de direitos e a cidadania.