Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 23/09/2020
Desde o início da revolução industrial, no século XVIII, o homem tem se tornado cada vez mais ansioso diante das constantes mudanças sociais, tecnológicas e estruturais da sociedade contemporânea. Portanto, não é a primeira vez que as pessoas têm a impressão de estarem vivendo uma epidemia de ansiedade, provocando uma gama de desafios no combate à ela e os diversos fatores que influenciam para seu desenvolvimento.
Em exemplo disso, na Inglaterra vitoriana, segundo dados históricos, as pessoas estavam muito preocupadas com o aumento das cidades, o abismo entre ricos e pobres e as novas tecnologias. Com isso, para combater o estresse e a pressão dessas mudanças, faziam uso de Laudanum, uma bebida de álcool e ópio, como forma de proporcionar alívio momentâneo, mas que não surtia efeito a longo prazo. Logo, estamos sempre buscando, de forma inconsciente, razões novas para nos sentirmos ansiosos, pois, apesar de ter sido denominada recentemente, a ansiedade coexiste com o ser humano desde pré-história, quando ainda havia a necessidade de fuga dos predadores.
Todavia, tal fuga tornou-se desnecessária com a evolução, focando a ansiedade em outras preocupações, estimulando o sofrimento antecipado e o imediatismo, que causa diversos danos psicológicos ao indivíduo. Segundo pesquisas, aproximadamente um décimo das pessoas diagnosticadas recebem tratamento adequado, enquanto grande parte buscam meios alternativos e, muitas vezes, ineficientes que podem agravar mais ainda o problema, como a ingestão de álcool, provocando alcoolismo, e a utilização de drogas ilícitas. Ademais, segundo Augusto Cury no seu livro ‘‘Ansiedade’’, a exposição do cérebro a uma excessiva quantidade de estímulos e informações, em grande velocidade, estressa e desgasta. Com isso, ao associar com era da informação atual pode-se concluir que a internet contribui para a síndrome do pensamento acelerado.
Portanto, faz-se necessária a tomada de medidas para o combate à ansiedade na sociedade contemporânea. Logo, é dever do Estado, em parceria com o Ministério da Saúde, buscar alternativas para amenizar os danos causados a população, como a realização de mais concursos públicos para contratação de profissionais da saúde (psicólogos e terapeutas) e atendimento no Sistema Único de Saúde, através da utilização de verbas públicas. Além de proporcionar palestras escolares gratuitas para melhor discussão do problema e a maneira correta de usar a internet a favor do combate a ansiedade, incentivando os jovens que lidam com tais problemas a procurarem meios corretos de solucioná-los. Para que assim, tais desafios sejam superados à longo prazo.