Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 25/09/2020

É indubitável o fato de que o século XXI se caracteriza como a nova era tecnológica, contribuindo decisivamente para as mudanças comportamentais da civilização contemporânea. Nesse ínterim, observa-se frequentes patologias psicossociais em contraste a Globalização instantânea, como á ansiedade, por exemplo. De maneira análoga, o Brasil enfrente as mesmas condições vigentes, uma vez que a decorrência de crises econômicas e culturais atuam como precursores banal do uso excessivo das internet e seus derivados, possibilitando a consolidação do sentimento ansioso.

Convém ressaltar a princípio, que a República Brasileira ocupa a 79º posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano ( IDH ) administrado pelo órgão das Nações Unidas ( ONU ) cujo objetivo é indicar o quão benéfico é a vivência em um país. Sob tal perspectiva, ao se analisar o cotidiano hostil da população brasileira em consequência das crescentes crises governamentais, como o alto índice de desemprego, infrações, violência e marginalização, torna-se plausível, portanto, responsabilizar a conjectura Estatal como incentivador da depressão e ansiedade, haja vista que o individuo edifica sua resiliência em um quadro de vida estável, proveniente de um ambiente apto e qualificado. Assim, os desafios que contornam a problemática se perpetuam com facilidade.

Ademais, destaca-se á internet como agravante decisiva da intempérie em consequência da alienação subjetiva que a ferramenta oferta aos seus usuários que a enxergam como mediadora de distrações e entretenimento, podendo vir a ser usada em excesso e de forma totalmente maléfica. Além disso, somando-se ao fato de que as tecnologias difundem por meio das redes sociais altos índices de informações a um curto prazo de tempo, impulsionando inconscientemente a subordinação dos usuários a buscarem em suas vidas resultados instantâneos, acarretando frustações e depreciações. Logo, a construção do equilíbrio psicológico é corrompido e desestruturado.

Portanto, é latente a iminência de resoluções e discussões a respeito da problemática, em que é mister do Estado assumir a tarefa em parceria com o Congresso Nacional. Isso pode ocorrer, inicialmente, por meio de uma reunião em Brasília para discute quais ações podem ser implementadas no cotidiano dos brasileiros para minimizar á ansiedade precoce. Posteriormente, concretizar maiores investimentos no âmbito clínico da psicologia em periferias e cidades interiorizadas em que há concentrações de indivíduos suscetíveis ao estresse urbano, fornecendo centros de apoio com a viabilização de profissionais capacitados para atender o público necessitado, cujo objetivo é ajudar o indivíduo a dominar a influência da internet em sua vida, e delimitar a resiliência como realidade social. Só assim será possível estruturar um século em que há pessoas isentas da depressão e ansiedade.