Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 25/09/2020

Define-se como ansiedade um sentimento de sofrimento causado pela expectativa de que algo inesperado ou perigoso aconteça. A ansiedade é considerada normal até que os sentimentos se tornam excessivos e interferem na vida cotidiana. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 33% da população mundial sofre dessa doença. Logo, para enfrentar essa situação é necessário observar as principais causas: excesso de trabalho diário e a falta de conhecimento sobre a doença.

Em primeira análise, é válido ressaltar que desde a Revolução Industrial a necessidade de ser produtivo todos os dias e a falta de descanso se tornou algo comum na vida da população. Ao conviver com o estresse gerado pelo excesso de compromissos, a saúde mental e física do indivíduo é prejudicada, predispondo o surgimento do transtorno de ansiedade. Com isso, é necessário que haja um limite para a produtividade, evitando uma sobrecarga física e mental.

Além disso, é notável que muitas pessoas ainda não reconhecem que apresentam a doença por terem um conhecimento superficial da mesma. Como é dito pelo filósofo Immanuel Kant: “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Ratificando que ao não receber educação sobre transtornos mentais como a ansiedade, a população não tem como buscar uma mudança sobre esse problema. Portanto, é necessário que o diálogo sobre esse tema seja estimulado.

Urge, portanto, a necessidade de implementar medidas que auxiliem no combate a ansiedade. Essas medidas devem ser feitas pelo Governo por meio do Ministério da Saúde, investindo em campanhas feitas por psicólogos que ensinem sobre a doença e a necessidade do tratamento. Tais campanhas têm de serem feitas através de palestras em ruas, escolas e universidades, visando alcançar grande parte da população. Dessa forma, o cuidado com a saúde mental será estimulando e haverá uma diminuição no índice mundial de pessoas com ansiedade.