Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 27/09/2020

Conforme o conceito da OMS(Organização Mundial da Saúde) sobre a saúde, é necessário estar em equilíbrio em três critérios: mental, físico e social, ademais, não apresentar doenças. Porém, a realidade na sociedade contemporânea acaba destoando desses princípios, onde vem sendo crescente o número de pessoas ansiosas, necessitando assim discutir os desafios enfrentados no seu combate.

Em primeira análise, é visível a dependência tecnológica como agente determinante na elevação de casos da ansiedade. A tecnologia já fazia parte da sociedade em muitos aspectos do cotidiano(seja na comunicação como no entretenimento), mas com o surgimento do novo vírus(Covid-19) no final do ano de 2019, na China, possibilitou uma maior proximidade com o estilo de vida de cada indivíduo. Consequentemente, o confinamento, reflexo da quarentena provocou mudanças principalmente no estado emocional. Antes habituados a estar focados na correria do dia a dia e superexigências para produzir cada vez mais, agora se veem isolados com o apoio apenas de aparelhos tecnológicos servindo como distrações e estímulos constantes, gerando então uma sujeição as mídias sociais.

Ainda nesse seguimento, vale ressaltar o preconceito da sociedade brasileira diante o aumento da ansiedade. De acordo com a OMS(Organização Mundial da Saúde), 1 em cada 10 jovens(entre 15 a 29 anos) , tem a tendência em desenvolver algum distúrbio de saúde mental. Entretanto, é notório a não aceitação desse diagnóstico como doença emocional por muitos, que estão acostumados a considerar apenas a patologia relacionada ao sentir físico. Parafraseando o pensamento de Isaac Newton, o que a sociedade brasileira sabe sobre a ansiedade é uma gota, comparada a forma que é discutida e abordada, contribuindo então para o silêncio de pessoas acometidas por ela.

Portanto, para que ocorra a diminuição da ansiedade na sociedade contemporânea, é indubitável a presença do Estado na criação de cursos voltados para escolas e comunidade, com intuito de atender, alertar e prepará-los sobre a ansiedade(caso alguém esteja apresentando possíveis sinais da doença), além de contratar profissionais qualificados para atender e realizar palestras gratuitas nesses ambientes, a fim de promover a consciência individual e a quebra do tabu sobre o tema.