Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 30/09/2020

O sociólogo e filósofo Zygmunt Bauman, retrata em sua obra “Modernidade Líquida” a fluidez das relações sociais e a rapidez na maneira em que as pessoas transformaram seus estilos de vida. Entretanto, essas mudanças afetam a vida de várias pessoas, desenvolvendo distúrbios como a ansiedade. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos: o tabu em relação à doença e o uso de medicamentos e o excesso de informações na rede.

Primeiramente, é indubitável que, hoje em dia, muitos indivíduos sofrem de ansiedade no Brasil, porém têm um certo receio de falar sobre o assunto e a maneira de tratá-lo. De acordo com a OMS, o país tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo - cerca de 18,6 milhões de brasileiros, o que representa 9,3% da população. Sendo assim, mesmo com um elevado índice de pessoas afetadas, o assunto ainda é pouco discutido, o que faz com que muitos cidadãos tenham uma ideia errada acerca do tema e do tratamento indicado, pois muitos ainda acham que os remédios deixarão o paciente dependente.

Outrossim, é notório que o avanço tecnológico possibilitou um contato mais rápido e prático com as notícias, através dos mais variados meios - principalmente a Internet. Segundo o jornalista Carlos Cony, a Internet é poluidora, não no sentido ecológico mas sim espiritual. Dessa forma, a tecnologia que chegou para auxiliar as pessoas, também é responsável por desenvolver transtornos como a ansiedade nas mesmas.

Em suma, fica evidente a necessidade de medidas que venham solucionar a questão da ansiedade no Estado. Por conseguinte, cabe ao Governo Federal junto ao Ministério da Saúde promover campanhas, para que tal assunto seja mais discutido, a fim de proporcionar às pessoas conhecimento sobre o mesmo. Ademais, o Ministério da Cidadania deve realizar palestras sobre o uso saudável da tecnologia, para que as pessoas tenham um autocontrole e não fiquem sobrecarregadas de informações. Somente assim, as transformações rápidas e a Internet serão benignas.