Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 24/10/2020

A ansiedade é uma doença ligada a condição de constante pânico e agonia, sendo geralmente manifestada por sintomas físicos como asfixia, tremores, cansaço e tontura. Tendo em vista dados da OMS, o distúrbio atinge cerca de 9,3% da população brasileira e mesmo assim, ainda existe pouca informação a respeito do transtorno. Nesse sentido, torna-se de extrema importância reconhecer as causas da ansiedade na vida do indivíduo de forma a prevenir a doença, mantendo a integralidade da saúde dos brasileiros e o bem-estar nos relacionamentos pessoais e profissionais.

As causas da ansiedade podem ser diversas, e nem sempre é fácil de identificá-las, visto que muitas vezes estão ligadas à questões genéticas.  Por certo, complicações nas relações sociais, como bullying e dificuldades na manutenção da saúde física, levando ao sedentarismo, acarretam insegurança, medo e pensamentos negativos no indivíduo, propenso a desenvolver então, a ansiedade. Mediante o antigo ditado grego “mente sã, corpo são”, compreende-se a importante ligação dos dois fatores: mente e corpo, na composição do bem-estar do ser humano.

Além disso, entende-se que com a globalização internacional no final do século XX e início do século XXI, o mundo passou por um processo de modernização no que se diz respeito ao acesso de informações, devido a ampliação das redes de comunicações e transportes. Tal mudança impactou profundamente no modelo de vida das pessoas, que passaram a se comunicar, trabalhar e transladar de maneira como nunca tinha sido vista antes: imediata e complexa. Logo, o excesso de trabalho, a correria do dia a dia e a busca por alcançar os novos padrões de vida, estabelecidos pelas redes sociais, tornaram-se as mais comuns causas do transtorno ansiedade na contemporaneidade.

Por fim, visando alertar e proteger os brasileiros do transtorno ansiedade, O Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério das Comunicações, deverão, através de campanhas nas redes sociais, divulgar as causas e sintomas da doença e por conseguinte, incentivar a busca por psicólogos e psiquiatras atendentes do SUS. Desta forma, os brasileiros poderão identificar a doença e tratá-la, ou caso não se encontrem no seu respectivo quadro, preveni-la.