Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 22/10/2020
De acordo com Zygmunt Bauman, vivi-se na era da “modernidade liquida”, na qual é visto a fluidez das informações e relações sociais. Visto isso, tal fato relaciona-se com a quantidade de distúrbios de ansiedade presentes na sociedade contemporânea. Com isso, pode-se citar as crises econômicas e as redes sociais como problemas a esse paradigma.
De início, cabe ressaltar que crises econômicas podem ser apontadas como um fator que atrapalha a saúde mental dos indivíduos. Nessa perspectiva, segundo dados da OMS, 9,3% da população brasileira convive com ansiedade. Isso ocorre, devido à sequenciais crises econômicas que o pais ultrapassa, como por exemplo a do “Subprime” em 2008, na qual houve um colapso hipotecário gerando altas dividas de credito a diversos bancos. Diante disso, é evidente a ocorrência do desemprego, baixa qualidade de vida e a ausência de investimento em lazer. Dessa forma, a sensação de vazio e a projeção de um futuro incerto, acarreta em ansiedade em longa escala pelo país.
Outrossim, vale salientar que as redes sociais também podem ser ditadas como um problema. De acordo com o documentário “O dilema das redes”, as redes sociais é um fator que ocasiona distúrbios psicológicos, visto o exemplo de uma adolescente que se frusta, ao não se sair bem nas fotos sem filtros e ao não receber a quantidade de curtidas desejadas. Nesse sentido, é evidente que as mídias influenciam muitas pessoas a buscar um padrão ideal de status e de estética. Entretanto, na maioria das vezes não é possível alcançar tais padrões levando em conta as adversas condições da população em geral, como por exemplo a financeira. Desse modo, a frustração é uma consequência comum aos usuários e é substancial que a sociedade tome conhecimento do melhor modo de lidar com as redes sociais.
Em síntese, é necessário que medidas sejam tomadas para amenizar o quadro atual. Portanto, cabe ao governo federal, em parceria com iniciativas privadas, por meio de investimentos, construir opções de lazer que possam abranger grande parte do território brasileiro. Tais medidas ocorrerão, para que se tenha uma maior oportunidade de empregos e que a sociedade fique servida de opções gratuitas de lazer, evitando assim a ansiedade. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde, por intermédio de cartazes, instruir a população do modo a lidar com as ameaças emocionais das redes sociais, a fim de eliminar as frustrações. Somente assim, será possível obter uma comunidade equilibrada emocionalmente.