Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 20/10/2020
O filme “O Lado bom da Vida”, dirigido pelo cineastra David Russel, retrata a história de Pat Solitano Jr, personagem que perdeu quase tudo na vida sua casa, o emprego e seu casamento devido às crises de ansiedade. Tal obra ficcional, em paralelo à realidade contemporânea, ilustra um dos principais desafios encontrados na sociedade moderna: o combate à ansiedade. Diante disso, é crucial analisar as causas, tais como a ausência de políticas públicas de saúde de enfretamento ao problema e o preconceito social contra pessoas ansiosas, a fim de se atenuar, com urgência, seus efeitos maléficos. A princípio, vale ressaltar que a falta de estratégias estatais no sistema público de saúde voltadas para o atendimento de pessoas que sofrem de ansiedade contribui para a perpetuação desse quadro deletério. Neste sentido, o aumento do número de casos de indivíduos ansiosos representa uma grave mazela social, o qual coloca o Brasil em primeiro lugar no ranking mundial dos países que mais apresentam essa patologia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Desse modo, vê-se que é necessário um posicionamento das autoridades, na resolução desse impasse.
Outrossim, segundo Albert Einstein: “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”, constata-se a dificuldade de se combater os preconceitos já enraizados no contexto social. Essa condição impede a resolução do problema, visto que determinados segmentos da sociedade não cobram seus agentes públicos na garantia de medidas de proteção da saúde dos brasileiros. Dessa forma, nota-se a necessidade de desmitificar conceitos errados a respeito das doenças mentais a partir da divulgação de informações sobre suas implicações no país.
Logo, cabe ao Governo Federal, em consonância com o Ministério da Saúde, enviar para o Congresso Nacional um Projeto de Lei que garanta a criação de um programa institucional de combate às crises de ansiedade que acometem boa parte da população brasileira. Tal documento normativo deve estar previsto uma estratégia de saúde pública específica de atendimento a esse tipo de público, por meio da ampliação de serviços médicos e de triagem psicológica com o objetivo de oferecer um melhor atendimento às pessoas que buscam a unidade de saúde mais próxima. Esses serviços devem ser previamente esclarecidos para os usuários do SUS com fito de alertá-los sobre a importância da continuidade desses tratamentos na busca pela cura.