Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 22/10/2020
No dia 10 de outubro é comemorado o dia mundial da saúde mental, data criada para alertar as populações pelo globo sobre os perigos dos transtornos mentais. Contudo, essa medida não foi suficiente para conter os casos de ansiedade e depressão pelo mundo. O Brasil lidera o ranking da ansiedade no mundo e encontra embroguilhos no enfrentamento a essa doença.
Primeiramente, ansiedade e depressão são casos clínicos que podem ser agravados por situações cotidianas, como violência, desemprego, estresse, entre outras situações comuns em países subdesenvolvidos. Portanto, a situação socioeconômica do país influência no número de casos dessas doenças, como elucidam os dados postados no site Estadão, nos quais são mostrados os 15 países com maiores taxas de depressão no mundo, dentre eles está o Brasil, em 4º lugar, e mais sete países subdesenvolvidos.
Ainda sob o mesmo ângulo, o Brasil encontra dificuldades no combate a ansiedade devido a um pensamento conservador em relação ao tratamento psiquiátrico. Esse medo deve-se à como era o tratamento há décadas, como é mostrado no livro de Machado de Assis, O alienista, no qual nós é descrito como funcionavam os manicômios e questiona os padrões da loucura. Contudo, desde a reforma psiquiátrica, iniciada em 1960, foram extintos os manicômios e o tratamento mudado, visando analisar socialmente a enfermidade e tratar de maneira saudável o paciente. Entretanto, a desinformação histórica brasileira faz com que os fantasmas dos manicômios atrapalhem no tratamento de doenças mentais.
Mediante os fatos elencados, é evidente que o Brasil enfrenta dificuldades no combate a ansiedade. Mediante isso, o ministério da saúde deve, por meio da criação de sites de ajuda e campanhas na mídia, alertar sobre a ansiedade e criar postos de tratamento a ansiedade nas UPAs e hospitais públicos, para assim deixar o acesso rápido e facil ao tratamento contra transtornos mentais.