Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 27/10/2020
A Constituição Federal de 1988 confere a todos os indivíduos brasileiros saúde como direito básico. Dentro disso, um grande desafio, atualmente, são as doenças psicológicas e os transtornos como a ansiedade, principalmente, entre os jovens. Nessa idade, e dentro de um mundo baseado em disputas e confrontos, como os trazidos pelas redes sociais, isso se torna ainda mais difícil. Dessa maneira, tornam-se claros que os hábitos da comparação, junto com o longo tempo imerso nas redes sociais fazem muito mal à saúde mental, e convertem-se em um caminho rápido para as patologias. Diante disso, é notória a relevância do tema e a essa situação cabe uma análise.
Antes de tudo, vale salientar o quanto as pessoas se comparam e lutam para serem melhores, mais bonitas e oferecerem ótimas performances sempre, custe o que custar. Diante desse quadro, são inevitáveis os efeitos negativos para quem vive dessa forma. Esse panorama é trazido na obra “Sociedade do Espetáculo” de Guy Debord, na qual são abordados os malefícios de um mundo cheio de padrões e esteriótipos do que é bom ou belo e o resultado disso é um cobrança enorme sobre si. Em suma, os brasileiros vivem em pressão de como ser ou do que ter, o que acarreta impactos na saúde.
Ademais, um outro fator que tem ganhado cada vez mais espaço na sociedade são as redes sociais. Elas também exercem grande influência nos transtornos psicológicos. Esse contexto é abordado no documentário “Dilema das Redes“. No filme, profissionais das principais empresas expõem as complicações do uso excessivo dos aplicativos. Em decorrência disso, dados demonstram que o Brasil tem alcançado altos patamares em vítimas de doenças psicológicas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o país é o maior no índice de pessoas com ansiedade, o número chega a quase 10% da população com o transtorno. Desse modo, é indubitável que o contexto atual tem impacto direto na saúde mental e que algo deve ser feito a respeito.
Portanto, é verdade que o cotidiano e as redes sociais exercem forte influência nos índices de ansiedade no Brasil. Dessa maneira, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Cabe ao Ministério da Saúde oferecer suporte e informações sobre o transtorno para a população. Isso poderá se dar por meio de um projeto de lei entregue à Câmera dos Deputados. Nesse plano, com foco nos jovens, deverá haver um programa que leve informações, por meio de palestras com profissionais da área às escolas públicas e privadas de todo o território do país. Além disso, deve-se ofertar suporte psicológico adequado, ainda no ambiente escolar, para quem já sofrem de algum transtorno psicológico diagnosticado. Com isso, a longo prazo, será possível combater ansiedade na sociedade contemporânea e fazer valer, plenamente, o que traz a Carta Magna nacional.