Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 27/10/2020

Ansiedade - O mal do século

A sociedade atual está gradativamente mais competitiva e a rotina das pessoas, mais acelerada. A superexposição dos indivíduos na internet e a pressão na corrida pelo sucesso na vida profissional têm sido progressivamente mais intensas. Tudo isso contribui para uma população com um crescente índice de ansiedade. De fato, o aumento de tal distúrbio vem trazendo novos desafios para a população, dentre eles estão, a falta de procura do tratamento adequado e a relutância em tomar os medicamentos que tratam a doença.

Convém ressaltar, a princípio, a baixa procura por tratamento como um dos agentes do problema. O Ministério da Saúde, recomenda que ao notar os sintomas da ansiedade, deve-se procurar um psicólogo ou psiquiatra para que esse profissional possa prescrever um tratamento com terapia e remédios. No entanto, a OMS, Organização Mundial da Saúde, mostra que entre os 18 milhões de brasileiros que sofrem com ansiedade, poucos procuram um especialista para se tratar. Deveras, é possível perceber, que ainda hoje existe um tabu sobre a ansiedade, muitas vezes sendo mostrada como besteira ou frescura. Isso dificulta o diálogo sobre o assunto em meio escolar e familiar, assim poucos procurem tratamento, pois apenas alguns estão cientes da magnitude da doença.

Além disso, outra questão enfrentada é a da resistência dos pacientes aos remédios indicados para a doença. Muitos, ao começarem um tratamento para combater a ansiedade, precisam de terapia e de medicamentos. Esses remédios agem nos neurotransmissores do sistema nervoso central, provocando o equilíbrio das sensações de ansiedade, ajudando assim no controle da doença. No entanto, o uso dos medicamentos psiquiátricos ainda é alvo de preconceitos e julgamentos equivocados sobre transtornos mentais. Muitos pacientes têm vergonha de tomar o remédio devido a discriminação que eles recebem. Assim também como muitos têm medo dos efeitos colaterais. Segundo a psicóloga Tatiana Pimenta, Fundadora do site Vittude, muitas pessoas consideram o uso de medicamentos apenas para tratamento de doenças físicas, não admitindo o seu uso para o tratamento de doenças emocionais.

Portanto, para que haja o devido trato com o transtorno da ansiedade, medidas precisam ser tomadas. Faz-se necessário, pois, que o MEC (Ministério da Educação), organize planos educacionais nas áreas das ciências humanas, fazendo uso de debates, trabalhos e palestras sobre a ansiedade. Esses devem conscientizar as famílias sobre o assunto. Além disso, é preciso que no Ministério da Economia, junto ao Ministério da Saúde, conceda verbas para a abordagem do assunto por meio de panfletos em postos de saúde - a fim de que a ansiedade possa ser vista como uma doença e não como uma ‘‘bobagem’’.