Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 27/10/2020

Aza, personagem fictícia do livro “Tartarugas até lá embaixo”, do autor John Green, é diagnosticada com ansiedade e precisa tomar remédios para amenizá-la, fato que ela não aceita com facilidade. Infelizmente, essa situação é vivenciada por muitos brasileiros, visto que o Brasil tem o maior número de pessoas com transtorno de ansiedade, com aproximadamente 18,6 milhões de brasileiros, segundo dados da OMS. Com esse número elevado, a porção de pessoas que são dependentes de remédios, como a Aza, é também muito elevada, provocando muitos problemas permanentes na vida dessas pessoas.

Essa situação se torna cada vez pior com o desencorajamento por parte dos médicos de alternativas naturais, que já se comprovaram eficazes. Em algumas situações, elas se provam ainda melhores que medicamentos com o mesmo intuito. Exercícios físicos, meditação, yoga, aromaterapia, ayurveda, uso de cobertores pesados e muitas outras alternativas não são consideradas como primeira opção para o alívio do transtorno. Partindo do pressuposto que muitas pessoas não conhecem essas opções de tratamento, elas acabam se sucumbindo aos medicamentos químicos.

Tal fato traz à tona não somente os efeitos colaterais da droga, que podem ser desconhecidos, mas também o vício neles, piorando a qualidade de vida dessa grande porção de pessoas ansiosas, fazendo com que elas aumentem suas doses cada vez mais. Essa mesma situação pode ocorrer se a pessoa quiser, de alguma forma, acelerar seu tratamento, tomando superdoses para acelerar o processo de alívio do transtorno.

Portanto, são necessárias medidas para resolver o impasse. O Ministério da Saúde deve aumentar o número de técnicas alternativas já disponíveis para o público, por meio de uma proposta de política pública entregue à Câmara dos Deputados. Com essa proposta, os pacientes podem, em um primeiro momento, experimentar tais técnicas alternativas e não viver à base de remédios. Com esse incentivo, espera-se que os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea sejam cada vez mais fáceis de serem superados.