Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 31/10/2020
O “Mito da Caverna”, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade contemporânea caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito aos desafios no combate à ansiedade. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar fatores como a mentalidade social e a busca por prazeres instantâneos, além de explorar condutas conscientes por toda a população.
A princípio, considerando o atual panorama imediatista refletido em uma instabilidade no intelecto societário, deve-se destacar a necessidade de um maior engajamento sociocultural. Nesse sentido, observa-se que, diante de cenários políticos instáveis, sistemas excludentes fixados e, em particular, da falta de informações clínicas acessíveis, é inegável a presença de indivíduos angustiados e receosos. Afinal, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde é o completo estado de bem-estar social, físico e mental e não somente a ausência de doença.
Outrossim, essa temática remete a um silenciamento de debates acerca da ansiedade como produto da procura por aprazimentos imediatos. De acordo com a filosofia Hedonista, “O prazer é o bem supremo da vida humana”. Desse modo, é preciso estar atento ao fato de que, além de suprimir a priorização dos interesses pessoais imprecisos, a difusão da importância do equilíbrio mental e do controle da satisfação errônea requerem atenção responsável de todos os envolvidos nas dinâmicas diárias, sejam educativas ou medicinais.
Portanto, mais do que um tema pertinente, os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea representam grandes objeções. Para que cessem, setores governamentais e internacionais responsáveis pela saúde pública, como a OMS, devem propagar a utilidade da harmonia física e mental e, sobretudo, da reavaliação constante das ações e atividades praticadas malsoantes durante o cotidiano de cada ser humano. Para tanto, por meio da valorização de profissionais, tais como Psicólogos, Pedagogos e Psiquiatras, bem como da disseminação de exposições instrutivas e comunitárias, a fim de garantir diversidade de escolhas e estabilidade socioafetiva. A partir dessas ações, espera-se propiciar melhores condições nas vivências pessoais e sociais.