Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 04/11/2020

No limiar do século XVIII, durante a ascensão do romantismo, inúmeros escritores dessa escola literária compuseram obras retratando o mal do século, que durante à época, a tuberculose foi considerado uma pandemia que assolou diversos países. Desse modo, consoante o passado, a OMS (Organização Mundial da Saúde) considerou a ansiedade como o mal do século XXI, visto que a instituição prevê que 33% da população mundial é ansiosa. Tal problemática está associada às formas de sociabilidade pós-modernas e pressões sociais impostas pela sociedade de consumo.

Primeiramente, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, a pós-modernidade está vinculada com a liquidez das relações interpessoais que são induzidas à permanência no mundo virtual e, por sua vez, tornam-se inaptos de manter a conexão no plano real. Isto posto, relacionado intrinsecamente com o imediatismo presente no conceito de Bauman, uma vez que tal ideia é predominante na sociedade. Nesse sentido, a tecnologia contemporânea impacta de forma negativa no estado psicológico dos cidadãos, visto que a globalização, iniciada no período da Guerra Fria, causa o efeito da agilidade dos acontecimentos. Dessa forma, segundos os dados da OMS mencionados anteriormente, grande parte da população com ansiedade é composta por Millenials (indivíduos nascidos após 1980. Assim, essas pessoas estão acostumadas ao imediatismo proposto por Bauman, sendo que eles aplicam esse efeito ágil nas próprias vidas, acarretando a preocupação extrema do futuro.

Por outro lado, é importante abordar que, segundo o filósofo Michel Foucault, em sua premissa “História da loucura”, descreve que os indivíduos considerados “normais” são aqueles que seguem os padrões sociais atuais. Dessa maneira, é imperativo pontuar que esse conceito é vinculado as novas tecnologias contemporâneas, logo essas relações sociais impactam de forma negativa no estado psicológico dos cidadãos. Nessa perspectiva, a população se sente pressionada a se adequar nos padrões propostos para não ser rotulado como “louca”, contribuindo para o surgimento dessas doenças. Logo, urge a necessidade de combater a problemática.

Portanto, é valido averiguar a negligência institucional perante os padrões conceituados por Foucault. Para tanto, os governos devem administrar uma maior parte do PIB do Estado para o Ministério da Educação, por meio de economistas que distribuirão o montante igualmente para cada município. Isto posto, as escolas poderão aumentar as cargas horárias e incluir aulas sobre saúde mental, para que os alunos aprendam como lidar com suas inseguranças devido aos acontecimentos do século XXI, através de atividades lúdicas e palestras sobre o assunto. Desse jeito, as taxas do mal do século moderno diminuirão, distanciando-se da Era Byroniana do século XVIII.