Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 30/10/2020

Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direitos básicos, tais como: saúde e bem-estar social. Entretanto, o Brasil se afasta dessa realidade ao se analisar o combate à ansiedade na sociedade contemporânea. Assim, os padrões sociais, em consonância com a ineficiência dos meios de comunicação, se tornam os pilares desse conflito. Nesse sentido, subterfúgios devem ser encontrados para a resolução desse impasse cultural.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar a criação dos modelos sociais como a principal potencializadora desse problema. Nessa linha de pensamento, o sociólogo Émile Durkheim menciona, em sua análise da sociedade contemporânea, que o indivíduo sempre busca por padrões e tendência para seguir, de modo a reproduzir uma cultura convergente no modo de vida. Assim, ao não conseguir se encaixar nos modelos criados pela sociedade, o indivíduo começa a se sentir ansioso de forma exagerada, visto o crescente número de padrões existentes nas redes sociais, por exemplo.

Paralelamente a esse cenário, surge a ineficiência da mídia inerente à informações como causa desse alarmante panorama nacional. Nesse espectro, o site O Globo divulgou uma pesquisa, na qual informa que cerca de 62% da população carioca não sabe os sintomas da ansiedade. Logo, o Brasil se destaca negativamente na efetividade dos meios de comunicação, visto à desinformação na sociedade, o que resulta em uma população despreparada para identificar e combater os problemas causados pela ansiedade na sociedade contemporânea. Por conseguinte, são imprescindíveis ações governamentais para resolver os problemas supracitados.

Fica evidente, por tanto, a relevância do debate acerca da ansiedade na sociedade atual. Desse modo, a grande mídia, aliada ao Ministério da Cidadania - principais responsáveis pela distribuição de informação no país - deve, por meio do uso das redes sociais e dos canais de televisão, informar sobre as causas, sintomas e consequências da ansiedade, de modo a direcionar a população para um bom uso das redes sociais e alertar dos perigos da alienação aos padrões. Tal plano deverá focar, principalmente, em construir um país permeado pela eficiência da saúde e da informação. Somente assim, com essas medidas, a sociedade poderá gozar dos direitos promulgados em 1948.